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Finanças Pessoais

Administração e Finanças

O objetivo deste trabalho é apresentar as pessoas a importância de se adquirir saúde e educação financeira.

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1. RESUMO

O objetivo deste trabalho é apresentar as pessoas a importância de se adquirir saúde e educação financeira.

As pessoas não criaram o hábito de se planejar financeiramente, pois as escolas não ensinaram, assim como as famílias também não ensinaram e muito menos o governo, com isso eles são e continuam muitas vezes sendo analfabetos financeiros, se endividando constantemente e não sabendo como sair das dívidas que adquiriram.

Uma das tarefas mais importantes das finanças pessoais é o acompanhamento de gastos, pois os acompanhando poderá se planejar financeiramente para poder conquistar um sonho de consumismo.

Neste trabalho mostraremos informações sobre planejamento financeiro pessoal, orçamento doméstico, previdência privada, além de outros temas que descreveram ao leitor a importância de se adquiri saúde e educação financeira. 

O objetivo principal das finanças pessoais é permitir que cada indivíduo tenha uma vida financeira saudável (controlada) para conseguir superar os momentos de adversidade inerente ao cotidiano sem stress, bem como possibilitar alcanças outros objetivos maiores como comprar uma casa, um carro ou iniciar o próprio negócio.

O trabalho teve como base uma pesquisa bibliográfica, cujos livros foram escritos por autores de alta referência nos cursos de administração de empresas.

Palavras-Chave: Educação Financeira; Planejamento financeiro pessoal; Finanças Pessoais;

ABSTRACT:

The objective of this paper is to present people the importance of acquiring health and financial education.

People are not the habit to plan financially because the schools did not teach, as well as families do not teach much less the government, and so they are still often being illiterate financial borrowing is constantly and not knowing how else debt they have acquired.

One of the most important tasks of personal finances is tracking spending, as the following may be able to plan financially to achieve a dream of consumerism.

In this work we will show information about personal financial planning, household budgeting, pension, and other themes that described the reader the importance of acquiring health and financial education.

The main purpose of personal finance is to allow each individual to have a healthy financial life (controlled) to be able to overcome times of adversity inherent in daily life without stress, as well as possible to achieve other goals like buying a bigger house, a car or start their own business.

The study was based on a literature search, whose books have been written by authors from high-reference courses in business administration.

Keywords: Financial Education, Personal Financial Planning, Personal Finance;

2. INTRODUÇÃO:

Até meados de 1990 o brasileiro estava acostumado com as elevadas taxas de inflação, cujos preços subiam quase que diariamente, com isso o brasileiro não criou hábitos de planejamento financeiro. Com a implantação do Plano Real no Brasil, em 1994, iniciou-se um processo de estabilização econômica, possibilitando assim que as pessoas passassem a consumir mais, porém devido à falta de hábito de planejar as finanças pessoais, a população brasileira se endividou.

As pessoas endividadas, sem dinheiro para cumprir com os seus compromissos passaram a ter problemas de relacionamento pessoal e familiar.

Após a estabilização financeira, as pessoas continuaram sendo analfabetas financeiras, pois as famílias, as escolas e o governo não ensinaram as crianças a se educarem financeiramente.

Com a estabilização econômica também se tornou possível efetuar projeções quanto ao valor do dinheiro no futuro, assim aos poucos o planejamento financeiro familiar e pessoal passou a fazer parte da vida das pessoas brasileiras.

Para auxiliar essa pesquisa, foram definidos dez objetivos específicos, são eles: Ponderar planos econômicos e inflação; Conceituar dinheiro, educação financeira e fornecer justificativa para praticar a gestão das finanças pessoais; Apresentar o orçamento doméstico como forma de aprender a se disciplinar e a investir o dinheiro; Demonstrar as melhores formas de investimentos dependendo de cada perfil de investidor; Planejar para poder conquistar; Apresentar o ciclo de consumismo; Desenvolver a importância do equilíbrio entre gastar e poupar; Analisar o valor do plano de previdência privada; Evidenciar a estima para a empresa a se adaptar ao novo consumidor; Assimilar conhecimentos de investimentos de curto, médio e longo prazo.

Atualmente, livros que tratam a maneira de se planejar financeiramente têm sido muito comercializados, tais como Pai Rico, Pai Pobre, Os Segredos de Quem Tem, etc e que demonstram em sua essência de que se deve começar cedo a administrar o mais corretamente possível a sua finanças pessoal, fazendo com que a receita seja maior que a despesa.

3. A ELABORAÇÃO DE PROCEDIMENTOS PARA AS PESSOAS SABEREM A IMPORTÂNCIA DE SE EDUCAREM FINANCEIRAMENTE.

Neste primeiro capítulo do trabalho vamos abordar assuntos que apresentam a importância da administração financeira pessoal, pois embora ela possa parecer algo complicado, a verdade é que ela pode ser entendida e conhecida por qualquer indivíduo que esteja disposto a aprender sobre a correta utilização do dinheiro, uma vez que a administração financeira está tão próxima de nós, visto que utilizamo-la todos os dias, em diversas tomadas de decisões, com isso precisamos entender e aprender a certa utilização da gestão financeira, pois ela é importante para nossa vida pessoal e profissional. As tomadas de decisões devem ser tomadas com bases em experiências, valores morais, sentimentos, cultura, conhecimentos, assim como nas tomadas de decisões na vida financeira, precisamos ter um conhecimento para tomarmos a decisão certa, senão provavelmente iremos tomar uma decisão baseada em achismos, a cultura do brasileiro quanto a finanças pessoais, é péssima, pois segundo KIYOSAKI (p 14), as escolas se concentram nas habilidades acadêmicas e profissionais, mas não nas habilidades financeiras, com isso a população brasileira não soube administrar o seu próprio dinheiro, e o sistema educacional brasileiro, não soube proporcionar essas informações, ficando sobre responsabilidade do ambiente familiar e do interesse de cada um em adquiri-lá, porém no Brasil, nem as famílias, nem tampouco as pessoas em individual, tiveram interesse em adquirir tais informações financeiras, ficando assim com dificuldades financeiras, principalmente após o Plano Real, quando ocorreu a estabilização econômica. Neste primeiro capítulo tomaremos conhecimentos também dos planos econômicos no Brasil, o motivo da criação deles, por quem foram criados, e o que isso ocasionou na vida dos brasileiros. Vamos verificar o que aconteceu com o Brasil após a implantação do Plano Real, por que ele foi o único a estabilizar a economia brasileira. Averiguaremos que com o Plano Real o brasileiro passou a consumir mais, devido ao alto poder de compra, adquirido e como não estavam acostumados com uma quantidade maior de dinheiro em suas mãos, devido à falta de hábito de planejamento pessoal, a população brasileira se endividou, passando assim a ter sérios problemas financeiros.

É de extrema importância conhecer finanças pessoais, para podermos aumentar o nosso patrimônio financeiro, para tomarmos decisões eficazes, além de fazermos orçamento doméstico levando em conta até mesmo as despesas variáveis, pois temos que tomar decisões financeiras ao longo de toda nossa vida, a todo o momento, não somente investidores precisam tomar esse tipo de decisão e sim todo indivíduo; Um dos aspectos que iremos discutir nesse primeiro capítulo, será sobre o orçamento doméstico, pois ele faz parte da educação financeira, ele nos ajuda a disciplinarmos e seguirmos um controle, com ele podemos acompanhar e verificar para onde está indo nosso salário e por que o dinheiro não dura até o final do mês. No orçamento doméstico verificamos as despesas até mesmo daquele cafezinho no final da tarde, pois mostraremos que controlar as conta fixa é bem fácil, o controle das despesas variáveis é um pouco mais complexa, pois quando fazemos o planejamento financeiro pessoal, devemos anotar todos os gastos, até mesmo esse cafezinho. Depois de feito o orçamento doméstico, conseguimos verificar se estamos gastando mais do que ganhando, se isso ocorrer, mostraremos o que se deve fazer, além de divulgarmos que o orçamento doméstico eficaz é aquele, que consegue que o saldo seja positivo, pois com isso iremos investir e aumentar o patrimônio da família, ou até mesmo o planejamento para a viagem de férias e outros sonhos da família. O importante no orçamento doméstico é que devemos investir, mesmo que tenha sobrado pouco, para podermos aumentar o patrimônio financeiro da família.

3.1 Ponderar planos econômicos e inflação

Os planos econômicos criados no Brasil, forma destinados a arrancar o país de crises imediatas. Foi assim no ciclo de pacotes antiinflação da década de 80, nas colisões de juros que reagiram às grandes distúrbios internacionais na década de 1990 e até no segundo turno da eleição presidencial de 2002, quando a cotação do dólar chegou a atingir quatro reais.

Em 1986, foi criado o plano cruzado, criado por Governo de José Sarney. No começo ele teve grande apoio populacional, até mesmo os opositores do governo começaram a apoiá-lo, porém os acontecimentos começaram a não dar certo, os preços concernentes da economia estavam desequilibrados, com isso, muitos produtores não puderam reajustar seus preços e acabaram perdendo rentabilidade no negócio ou, em alguns eventos, ficando com preços mais baixos que os custos o que levou à queda na qualidade de vários produtos, além do congelamento, que não permitiu que os preços que variam de acordo com a época do ano se ajustassem, o que levou ao desabastecimento de alguns bens e o surgimento da especulação para a compra de produtos como carne, leite e automóveis. Esses problemas todos ocorreram, pois as principais medidas desse plano eram o congelamento de preços de bens e serviços, reforma monetária, onde a moeda passou a ser chamado cruzado, congelamento dos salários, entre outras medidas que acabaram tornando esse plano econômico bastante desastroso, onde a inflação ao ano era 363%, onde levou os brasileiros da alegria a decepção. O fracasso desse plano econômico não deixou de gerir outros dois planos, o Plano Bresser e o Plano Verão, onde os dois estavam baseados em congelamentos e também não tiveram o fim desejado.

O Plano Besser foi criado para conter o déficit público, onde o Brasil gastava mais do que arrecadava, com isso a estratégia criada pelo governo de José Sarney, pelo ministro da Fazenda Luiz Carlos Besser, foi o congelamento dos preços, dos aluguéis e dos salários, além de desativar o reajuste dos salários pela inflação, aumentar os impostos e adiamento de obras de grande porte já planejadas, porém todas essas estratégias adotadas pelo Plano Besser, não impediu que a inflação atingi-se 366% em dezembro de 1987. O Plano Besser foi substituído pelo Plano Verão, onde novamente promovia o congelamento de preços e salários, além da troca da moeda do Cruzado pelo Cruzado Novo, determinando assim o corte de três zeros na moeda. Esse Plano foi desastroso para quem possuía caderneta de poupança, pois as desajustou, já que foi criada uma lei que modificava o índice de rendimento da poupança, em que as perdas chegaram a 20,37%. Um dos priores planos econômicos que tivemos no Brasil, foi o plano Collor onde Fernando Collor de Mello, confiscou a poupança e a conta corrente das pessoas. Durante o governo de Collor de Mello, foi iniciado o processo para retenção da inflação, essas medidas econômicas introduzidas foram chamadas: Plano Collor, onde o objetivo era por fim a crise, ajustar a economia e elevar o país do terceiro para o Primeiro Mundo. Esse plano adotou medidas muito drásticas para acabar com o mostro da inflação no Brasil, no inicio do Plano Collor, a inflação foi diminuída porque o plano era ousado e radical, extraia o dinheiro de circulação, porém com a redução da inflação iniciava-se a maior recessão da história no Brasil, houve aumento de desemprego, muitas empresas fecharam as portas e a produção diminui consideravelmente. As empresas foram obrigadas a reduzirem a produção, jornada de trabalho e salários, ou demitir funcionários. O Produto Interno Bruto diminui de US$ 453 bilhões em 1989 para US$ 433 bilhões em 1990. A era Collor deixou conseqüências na vida das pessoas, pois houve aumento do desemprego, retenção de poupanças, redução de salários, porém apesar das medidas drásticas adotadas por esse governo, foi esse plano que deu início à atualização da economia e à modernização da indústria e comércio no Brasil. Ele é o responsável pela inclusão do Brasil no plano mundial. O ano de 1992 foi marcado pela ação da CPI do caso PC; Denúncias de corrupção e de tráfico de influências acabando aos poucos com o poder do presidente, com as crescentes denúncias de corrupção, acabaram por causar impeachment do presidente Collor.

  "Influenciados pela concepção autoritária que marcava poder no país desde 1964, o governo Collor trouxe consigo mais um “pacote econômico” com a intenção de acabar com o processo inflacionário.”

(OLIVEIRA, PIRES, SANTOS, 2005)

O programa de estabilização econômica foi divulgado em 1993, e ele tinha duas diretrizes principais: o equilíbrio orçamentário e a criação da Unidade Real de Valor (URV). A URV serviu como transição para a introdução de uma nova moeda. O Real foi introduzido no Brasil em junho de 1994. As medidas do plano Real interferiram diretamente da vida das pessoas, foram mudança na unidade monetária, conversão de todos os contratos pré-fixados em URV para Reais e limitações da correção monetária. O Plano Real foi um pacote econômico, sem os erros dos pacotes anteriores, o Plano Real acabou com o reajuste da economia brasileira, liberou o Brasil do vício da "correção monetária" e abriu caminho para a estabilização, Conforme OLIVEIRA, PIRES, SANTOS (p. 123) a política de sobrevalorização adotada após o Plano Real foi um artifício eficaz para a abertura da economia.

Segundo OLIVEIRA, PIRES, SANTOS (p. 99), as mudanças monetárias refletiram o fracasso de vários planos econômicos de controlar a inflação. Quando instalado o processo inflacionário, que foi o foco dos Planos Econômicos criados no Brasil, eles foram de difícil controle, eles funcionavam como um círculo vicioso, obrigando o governo à realização de reajustes periódicos de preços e salários, ocorrendo assim o agravamento da situação no país. Conforme OLIVEIRA, PIRES, SANTOS, 2005, a inflação é um aumento no nível geral de preços, ou seja, a inflação representa o aumento dos preços dos produtos num determinado país ou região, durante um período, onde num processo inflacionário o poder de compra da moeda cai, entre as causa da inflação estão, a emissão exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo, aumento do consumo maior do que a capacidade de produção do país, além do aumento dos custos de produção dos produtos, no Brasil a inflação é medida por vários índices, que segundo OLIVEIRA, PIRES, SANTOS, 2005, índice de preços é uma medida do custo de uma cesta de bens e serviços expressa em porcentagem do custo da cesta em um ano-base. Para medir quanto os preços aumentaram os economistas utilizam índices de preços, segundo WESSELS, 2003, e eles são medidos por vários órgãos especializados, entre eles como, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a FGV e a Fipe. A inflação no Brasil levou à criação de muitos índices diferentes, para avaliar a inflação e corrigir a desvalorização da moeda, atualmente os índices principais são, o IPC FIPE (Índice de Preços ao Consumidor), IGP-M (Índice Geral dos Preços do Mercado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor), IPA (Índice de Preços no Atacado), INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), IGP-DI (Índice Geral de Preços), INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado), ICV (Índice do Custo de Vida), ICVM (Índice do Custo de Vida da Classe Média).

3.2 Conceituar dinheiro, educação financeira e fornecer justificativa

para praticar a gestão das finanças pessoais O conceito de dinheiro pode ser definido com um elemento de troca, pois sem o dinheiro estaríamos andando de um lado para outro, procurando alguém para fazer uma troca direta, ela pode ser na forma de moeda, papel e plástico, utilizado na compra de bens, serviços, força de trabalho e nas transações financeiras, ele é controlado e emitido por cada país, onde somente o próprio país pode emiti-lo e fixar o seu valor, ele também é usado como unidade de conta, a unidade com que medimos o valor das coisas. O dinheiro é também uma forma de guardar um valor para o futuro. Desta forma, por exemplo, podemos guardar dinheiro para comprar um bem de alto valor no futuro. A aceitação generalizada do dinheiro como meio de pagamento é um fator indispensável para o funcionamento dos mercados. Sem a existência do dinheiro e do seu consentimento por todos os agentes econômicos, seria extremamente difícil a troca de produtos e serviços, além de simplificar em muito a vida econômica.

Muitos fatos ocorreram, mudaram em termos de planejamento financeiro pessoal desde o lançamento do Plano Real. Mas ainda falta no brasileiro o hábito do planejamento de uma forma geral e, no particular, do planejamento financeiro visando a formação de uma poupança financeira. Antes da era Collor os brasileiros já estavam acostumados a não fazerem planejamentos financeiros, com a redução de dinheiro nas mãos dos brasileiros, essa falta de planejamento aumentou, e com isso o agravamentos das dívidas pessoais aumentaram em muito nessa época. Com a estabilidade econômica, o salário do trabalhador de classe média ganhou poder de compra e a inflação controlada favoreceu os planos de compra de bens, como carros, ou mesmo a casa própria. Até meados de 1990 os brasileiros estavam acostumados com as elevadas taxas de inflação, cujos preços subiam quase que diariamente, com isso os brasileiros não criaram hábitos de planejamentos financeiros. Com a implantação do Plano Real no Brasil em 1994, iniciou-se um processo de estabilização econômica, possibilitando assim que as pessoas passassem a consumir mais através das grandes facilidades encontradas, o que gerou grandes endividamentos, causando uma epidemia de dívidas por não terem educação financeira, não sabendo assim fazer planejamento financeiro pessoal nem familiar.

Através da estabilização econômica, também se tornou possível efetuar estimativas quanto ao valor do dinheiro no futuro, assim aos poucos o planejamento financeiro, familiar e pessoal passou a fazer parte da vida dos brasileiros. Para sairmos da corrida dos ratos devemos tentar equilibrar os gastos e investir em algo que faça nosso dinheiro trabalhar por nós, gerando assim lucro.

    A classe média se encontra em um estado de constantes dificuldades financeiras. Sua renda principal é gerada por salários e quando seus salários aumentam os impostos também aumentam. Suas despesas tendem a crescer, no mesmo montante de seus salários, daí a expressão “corrida dos ratos”. (KIYOSAKI,2005)

Conforme a Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases, em seu artigo 1° “A educação abrange processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.”. A educação é algo mais amplo do que um simples conceito, pois influenciam as diversas culturas das sociedades, ela também pode ser definida como um processo que ocorre em diversos conjuntos sociais e ela permitiu a construção de novos conhecimentos, o crescimento pessoal e o melhor relacionamento do indivíduo na família, escola, comunidade, sociedade. Partindo para área financeira, GITMAN (p. 3) escreve que finanças pode ser definido como arte e a ciência de administrar o dinheiro, a partir da ligação desses dois temas educação e finanças que falaremos mais a frente.

A educação financeira nos países desenvolvidos é tradicionalmente feita pelas famílias, as escolas ficam reservadas a função de reforçar a formação que o aluno adquire em casa, porém em países subdesenvolvido, como por exemplo o Brasil, a educação financeira não faz parte do universo educacional familiar, tampouco escolar, com isso as crianças não aprende a lidar com o dinheiro nem em casa, nem na escola. Em pleno século XXI, onde o que impera é a globalização mundial, as informações nos alcançam em tempo recorde, as transações podem ser feitas virtualmente e ainda podemos perceber que não há investimentos em conhecimento financeiro pessoal no país, nas instituições ou para uma classe específica de pessoas. No Brasil, de modo geral, as escolas, por exemplo, não se preocupam em trazer a realidade da vida para seus alunos, menos ainda sobre uma forma adequada e geral do mesmo. Nem famílias, que deveriam trabalhar em conjunto com instituições, sabem transmitir tal ensinamento de forma didática e prática e por isso que seus jovens acabam por se tornarem analfabetos financeiros dando mais prioridade a despesa do que a poupança. Martins( p. 5), fala que passamos onze anos estando, memorizamos data e nomes de pouca utilidade na vida real, e que nesses onze aos, não estudamos nada sobre comércio, economia, finanças e impostos... ele descreve que essa falha na educação é responsável por muitos fracassos pessoais e familiares, e é exatamente isso que acontece, as pessoas são analfabetas financeiras pela falta de educação nas escolas, por isso estão cada vez mais com dívidas e não sabem como sair desse ciclo vicioso de gastar mais do que ganhar, pois não foram educados para esse contexto.

    “Uma criança passa oito anos no ensino fundamental, três anos no ensino médio e, durante esses onze anos de educação básica, é obrigado a memorizar nomes e datas de poucas utilidades na vida real. Em pouco tempo tudo, ou quase tudo, é esquecido.

Nesses onze anos, o aluno não estuda noções de comércio, economia, finanças ou impostos...

Se fizer um curso universitário fora da área econômica, o estudante completará a sua formação superior sem noções de finanças. “Não tenho dúvida de que essa falha é responsável por muitos fracassos pessoais e familiares.” (MARTINS, 2004)

Devido à escassez na busca da informação a maioria da população brasileira tem dificuldades financeiras. Com o excesso de dívidas, não conseguem adquirir bens e estão sempre despreparados quando enfrentam desempregos ou situações similares. E mesmo assim, acabam por continuarem indisciplinados, com uma cultura de que quem os ensinará é a própria vida. Com a multiplicidade de colégios e faculdades ignorando os temas sobre: dinheiro, economia, planejamento financeiro e pessoal, nossa cultura tende a cada vez mais viver restrições, criando mais tabus religiosos e históricos como: o dinheiro é algo negativo, o dinheiro não trás felicidade, dinheiro é sujo, os ricos são corruptos entre outros, por essa falta de educação financeira, grande parte da população não sabe para onde vai o seu salário no fim do mês, não aprenderam e nem sabem como administrar o que ganham, e como e onde investir para aumentar o seu capital, perdendo assim muitas vezes oportunidades de investimentos, que poderiam mudar o rumo de suas vidas.

Decisões fazem parte da vida diária de todas as pessoas, com intensidade de vezes sem que até mesmo percebamos e algumas delas são tomadas de maneira subconsciente, possivelmente as mais comuns e simples, porém para outras decisões é imprescindível uma análise mais complexa e profunda, porém para isso é necessário conhecer do assunto acerca da decisão a ser tomada, para que não tomamos a decisão errada.

A educação financeira é importantíssima para a toda nossa vida, Ross descreve (p 38) que é a razão mais importante para conhecermos de finanças é a de que teremos que tomar decisões financeiras que serão muito importantes em termos pessoais, assim como Martins expõe sobre esse assunto em seu livro Educação para Todos (p 57), ele defende que é importante tomar consciência da necessidade da alfabetização financeira, e grande parte da população não estão interessadas em conhecer finanças, achando que ela somente é importante para os profissionais que lidam com dinheiro; KIYOSAKI, em sua obra Pai Rico, Pai Pobre, descreve que o dinheiro vem e vai, mas se você tiver sido educado quanto o funcionamento do dinheiro, vocês adquire poder sobre ele e pode começar a construir riqueza, ou seja, devemos sim nos educar financeiramente.

A gestão financeira nos permite viver com menos preocupações geradas pela falta de dinheiro reservado, além de nos trazer autonomia a nossas decisões e permitindo-nos a planejar o nosso futuro e o de nossos filhos, resumindo, a gestão financeira é necessária para deixarmos a vida em equilíbrio. Para termos esse imprescindível equilíbrio, devemos planejar o gasto do nosso dinheiro, precisamos decidir com antecedência o que faremos com nosso dinheiro e seguir à risca tal decisão, isso ajudará a eliminar desperdícios e prevenir contra a falta de dinheiro, Martins (p 51) descreve em seu livro que vaidade, ostentação e impulso são três emoções destrutivas, conforme descrito pelo autor devemos agir pelo planejamento, pois se agirmos pela emoção, provavelmente iremos nos endividar. No momento de planejar, é necessário que tenhamos consciência de nossas limitações financeiras e que examinemos nossas reais necessidades.

Segundo GROPPELLI, NIKBAKHT, 2002, planejamento financeiro é o processo de estimar os fundos necessários de uma empresa e decidir como financiá-los, ou seja, é um processo de desenvolvimento e introdução de um plano personalizado para evitar ou resolver problemas financeiros com objetivo de alcançar metas previamente determinadas, esse conceito podemos inseri-lo nas finanças pessoais, pois ele não visa apenas o enriquecimento e aumento de capital, ele é relevante para o sucesso pessoal e profissional. Quando fazemos o planejamento conseguimos enxergar melhor, ou seja, conseguimos ver onde estamos, onde queremos chegar, quando chegaremos e quais os caminhos iremos percorres para atingirmos os nossos sonhos e objetivos, conforme KIYOSAKI, o segredo para ficar rico é um só, gastar menos do que se ganha!

3.3 Apresentar o orçamento doméstico como forma de aprender a se disciplinar e a investir o dinheiro.

Segundo o dicionário Michaelis, orçamento é a ação ou efeito de orçar, é o cálculo dos gastos a serem feitos em qualquer obra ou empresa, ou Segundo descrito por Padoveze (2004), Orçamento pode ser entendido como a expressão monetária e quantitativa de um plano, cujo objetivo, é atingir um resultado final.

As pessoas têm necessidades limitas, porém suas rendas são ilimitadas, por isso é necessário se fazer um orçamento doméstico, já que ele é a representação das receitas e despesas de todos os membros da casa, pois ele é útil para que você identifique quais são os itens que consomem a maior parte do seu dinheiro, e se isso é viável para a sua renda mensal.

Ross (p 56) descreve que balanço patrimonial é um retrato da empresa. É uma maneira conveniente de organizar e resumir o que a empresa possui (seus ativos), o que a empresa deve (seus exigíveis), e a diferença entre os dois (patrimônio líquido da empresa). Levando em consideração o que Ross fala, sobre balanço patrimonial podemos colocar isso em prática no orçamento doméstico, pois é exatamente isso que o orçamento doméstico faz, verificará o que recebemos ao longo do mês, que é os nosso ativos, averiguará o que devemos ( passivos ou exigíveis) e constará o que sobrou, onde poderemos investir. A importância de fazermos um do orçamento doméstico é pensar o futuro, quais são as minhas expectativas para os meus rendimentos no futuro, o que farei com esses rendimentos, já que pensando no futuro vou verifica quais são as minhas despesas, se posso reduzi-las, se posso assumir novos investimentos ou financiamentos. Quando fazemos um orçamento doméstico, ele demonstrará duas possibilidades, saldo positivo ou saldo negativo, se ele demonstrar saldo positivo, poderá começar a pensar em como investir, se comprovar saldo negativo, teremos que pensar em como reduzir as minhas despesas e, se isso não for possível, analisar as diferentes formas de aumentar o rendimento. Muitas pessoas não dão importância ao orçamento doméstico, mas Cerbasi (p 19) descreve que futuro de vocês e de seus filhos é conseqüência não só das decisões de hoje, mas também do que gastam no dia-a-dia, além do orçamento familiar ser a única maneira de fugir de situações financeiras difíceis e principalmente de endividamentos. Resumindo, o orçamento doméstico, é uma forma segura de evitar dívidas e principalmente de alcançar todos os objetivos e conquistar aquilo que se sonha, tornando a vida mais segura e tranquila. Um adequado orçamento familiar deve considerar tantos as realizações de curto, quanto de médio e longo prazo. Fazer um orçamento doméstico não é difícil, porém além de aprender a fazer ele, devemos nos disciplinar e segui-lo. O primeiro passo é saber com o que o dinheiro está sendo gasto, com isso deveremos citar todas as despesas fixas, como: água, luz, telefone, gás, condomínio, transporte, educação, assistência médica, alimentação, entre outras, considere as despesas ocasionais, como: remédios, consertos em geral, cabeleireiro, mecânico, lazer, impostos, entre outros, após o levantamento das despesas, tanto fixas, quanto variáveis, devese fazer uma classificação das entradas, ou seja, todo o dinheiro que entre durante o mês, bem como: salários, pensões e outros tipos de renda que são recebidos ao longo do mês, após esses dois levantamentos, devem-se agora fazer um balanceamento das receitas e despesas mensais, se o seu saldo for positivo, deve- se agora pensar em investimentos, para poder aumentar o valor das receitas, se o seu saldo for negativo deve-se fazer alguns ajustes, identificando os gastos que podem ser eliminados ou reduzidos, ou seja, a conta a ser feita é:

Receitas – Despesas = Investimentos

Figura 1

CERBASI (p. 39) descreve: Gastem menos do que vocês ganham e invistam a diferença. Depois reinvistam seus retornos até atingir uma massa crítica de capital que gere a renda que desejam para o resto da vida

Com o Orçamento doméstico é possível se planejar para separar uma quantia mensal, com a finalidade de investir, o resultado desse investimento será o alcance de sonhos da família, como: fazer uma viagem, reformar a casa, trocar de caso, entre outros sonhos. Fazer orçamentos auxilia no planejamento financeiro pessoal, e isso não está ligado à faixa de renda, ma sim à visão de como cuidar do bem-estar do bolso.

4. ALINHAR O CONHECIMENTO SOBRE FINANÇAS PESSOAIS PARA SUPRIR AS NECESSIDADES DE CONSUMISMO, DANDO VALOR AO INVESTIMENTO DE CURTO, LONGO OU MÉDIO PRAZO.

Neste segundo capítulo vamos abordar assuntos que demonstrem as formas de investimentos, de curto, médio e longo prazo, suprindo assim as necessidades de consumismo, além de falarmos qual é o objetivo do planejamento financeiro, e qual a sua importância, pois não adianta somente fazer o projeto financeiro, deve-se investir, e para investir, o novo investidor deve conhecer os investimentos para não perder capital em vez de ganhar. Nesse capítulo informaremos a diferença dos objetivos a querer alcançar conforme o prazo, ou seja, o que significa curto, médio e longo prazo. Mais importante do que só poupar certa quantia de dinheiro durante anos da sua vida, é você determinar os seus objetivos no curto, médio ou longo prazo pois o objetivo de guardar dinheiro por si só não trará felicidade e segurança financeira, ao menos que a pessoa saiba o bem que o dinheiro pode proporcionar para se conseguir a felicidade e a segurança financeira.(CERBASI 2004).

No primeiro subtítulo descreveremos que a escolha de nossos objetivos, auxilia na escolha do melhor investimento, também nesse subtítulo escolheremos o melhor investimento conforme o perfil do investidor, ou seja, deve-se levar em conta a rentabilidade, tolerância ao risco, a idade do novo investidor e a seu estado financeiro, depois de definido os seus objetivos e o seu o perfil e hora de escolher o investimento mais adequado, conforme análise dos objetivos e perfil, e o que será verificado no segundo subtítulo desse capítulo, onde descreveremos os diversos tipos de investimentos existentes, apresentando onde podem ser encontrados, os riscos que eles possuem, a sua rentabilidade, suas vantagens e desvantagens. No terceiro subtítulo desse capítulo falaremos sobre o ciclo do consumismo, o que é esse ciclo, para que servem, como as empresas devem agir com os novos consumidores. O ciclo de consumismo está mudando, pois os consumidores estão mudando também, com isso as empresas devem se adequar a esse novo consumidor, que está com a renda maior e com maior poder de compra, então nesse ciclo o consumidor não somente é um elo, mais passou a ser o elo mais importante do ciclo, apresentaremos que para as empresas crescerem devem aprender a lidar com esse novo ciclo de consumismo. No último subtítulo desse capítulo, descrito como “Desenvolver a importância do equilíbrio entre gastar e poupar”, abordaremos que o quando se quer ter um equilíbrio entre gastar e poupar, um passo importante é gastar menos do que se ganha, além de ter que poupar uma média de 5% a 10% ao mês. Informaremos que com o aumento da renda da população, as pessoas ficaram desequilibradas como o uso do capital e doa maior crédito disponível no mercado, tornando-se endividadas e para voltarem a ter uma vida com solúvel financeiramente, deve-se ter um equilíbrio, não se pode poupar demais, e nem se deve gastar demais, pois os extremos causam conseqüências que veremos nesse subtítulo.

4.1 Demonstrar as melhores formas de investimentos dependendo de cada perfil de investidor;

Segundo GITMAN (p. 105) o planejamento financeiro é um aspecto importante das operações das empresas, porque fornece um mapa para a orientação, a coordenação e o controle dos passos que a empresa dará para atingir seus objetivos, levando em conta o que GITMAN descreve, em sua obra Princípios de Administração Financeira, podemos colocar essa citação na vida pessoal, pois para atingirmos nosso objetivo financeiro devemos nos planejar e investir, para poder ter capital para a realização de sonho ou até mesmo a quitação de dívidas, porém grande parte da população está acostumada a pesquisar e comparar bens e serviços, porém isso dificilmente acontece quando o objetivo é escolher serviços financeiros, pois quando se trata de finanças, tende-se a confiar mais na opinião de amigos e familiares do que em conselhos de profissionais especializados. No mercado de investimentos, há infinitas formas de investir, o que dificulta em muito a decisão por parte das pessoas, pois não adianta somente fazer um planejamento financeiro para não ficar endividado, todo indivíduo deve investir para poder aumentar o patrimônio da família. Investir é utilizar o dinheiro poupado em aplicações que rendam juros ou outra forma de remuneração ou correção. Os futuros investidores devem tomar conhecimento de várias opções de investimento, levando em conta não somente a rentabilidade e sim o risco que cada um dos investimentos possui. É importante que as pessoas planejem as ações e ordenem as atividades requeridas para a obtenção de suas metas, além de fazer seus objetivos conforme o prazo necessário, levando em conta que o que se entende por curto prazo, são os objetivos a serem atingidos em até um ano, como alimentação, vestuário e moradia; Os Objetivos de médio prazo, são os considerados aqueles em que se levam de 1 a 5 anos para se conquistar, como despesas com educação e viagens. Já os objetivos de longo prazo são definidos, como aquele que se quer atingir em cinco anos ou mais, como, a compra de um imóvel, previdência privada e investimentos. Os objetivos auxiliam na opção dos investimentos, pois indicam valores e prazos, além de estabelecer objetivos, para começar um investimento o investidor além de conhecer várias formas de investimentos, deve levar em conta também o seu perfil de investidor, para poder definir qual o melhor investimento.

Qualquer quer que seja o investimento que o investidor quer aderir, todos possuem seus riscos, uns mais, outros menos, isso depende de cada investimento, normalmente quanto maior o risco, maior será a rentabilidade, uma maneira de administrar bem o risco é diversificar os investimentos, pois a diversificação reduz o risco, porém até certo ponto, pois há um nível mínimo de risco que não pode ser eliminado pela diversificação e isso é embasado no livro de Ross (p. 298), onde ele descreve que, “o princípio da diversificação nos diz que, ao distribuir o investimento em vários ativos, parte do risco será eliminada”, também embasado por CERBASI (p. 161), que descreve “qualquer que seja seu investimento, haverá algum tipo de risco”. Para definirmos o perfil de investidor devemos levar em conta não somente a racionalidade humana, mas também, o comportamento e a irracionalidade humana, destacando como medo a perda, autoconfiança excessiva, motivação no momento da escolha do investimento, o que acabam impactando na escolha do investimento. Para a definição do perfil, devem ser avaliados fatores como, tolerância a riscos, idade, situação financeira, conhecimento do mercado. Segundo o PORTAL DO INVESTIDOR, o perfil do investidor é definido como: 

Conservador: privilegia a segurança e faz todo o possível para diminuir o risco de perdas, para isso aceitando até uma rentabilidade menor;

Moderado: procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade e está disposto a correr certo risco para que o seu dinheiro renda um pouco mais do que as aplicações mais seguras;

Arrojado: privilegia a rentabilidade e é capaz de correrem grandes riscos para que seu investimento renda o máximo possível.

Seus investimentos se destinam a financiar seus planos para o futuro e, conseqüentemente, terão que ser modificados ou adaptados, à medida que tanto os planos, quanto o contexto (político, econômico, etc.) forem mudando. Por isso, para ter certeza de que seus objetivos serão realmente atingidos, acompanhe sempre o desempenho de suas aplicações, procure manter-se permanentemente informado e, de tempos em tempos, reavalie suas decisões de investimento para ver se continuam coerentes em relação aos seus planos e ao ambiente que o cerca.

Depois de definido o seu perfil e os seus objetivos para o futuro, é hora de escolher os investimentos e começar a ter rentabilidade com eles, pois após a pessoa identificar o seu perfil de investidor, fica muito mais fácil avaliar uma oportunidade de investimento, pois já tem consciência dos riscos que se conseguem lidar.

4.2 Planejar para poder conquistar;

Para podermos conquistar algum sonho, devemos nos planejar, para poder conquistar, e fazermos o dinheiro trabalhar para nós, é isso é embasado pelo que KIYOSAKI (p. 40) fala em seu livro Pai Rico e Pai Pobre, “os pobres e a classe média trabalham pelo dinheiro. Os ricos fazem o dinheiro trabalhar para eles”

Os ativos gerados na questão pessoal, conforme KIYOSAKI (p. 65) “é algo que gera dinheiro, riqueza para o seu bolso”, ou seja, no ponto de vista pessoal são as aplicações que geram renda, aumento do patrimônio. No mercado financeiro há uma enorme variedade de produtos financeiros no qual as pessoas têm acesso, seja através de banco, governo, corretoras ou fundos de investimentos. Para fazer o dinheiro trabalhar por nós, temos que investir, entre as variadas formas de investimentos, podemos citar os tipos abaixo: 

Fundos de Investimentos:

“Fundos de Investimentos é um condomínio que reúne recursos de um conjunto de investidores, como o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de uma carteira de títulos ou valores mobiliários.” (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS BANCOS DE INVESTIMENTO, 2008). São por meio dos fundos de investimento que os pequenos investidores têm acesso a melhores condições de mercado, menores custos e contam com administração profissional, colocando-os em igualdade com os grandes investidores. Com os fundos de investimento, o investidor consegue diversificar seus investimentos, conseqüência disso é a diminuição do risco e um aumento potencial de retorno. Existem variados tipos de fundos, os principais são: fundos de renda fixa, DI, Derivativos, Cambiais, imobiliários, multimercados e por fim os fundos de ações. Cada um desses fundos tem suas características de risco e retorno.

Estes fundos são disponibilizados por grande parte dos bancos comerciais brasileiros, é importante a pessoa antes de investir comparar os fundos de cada banco. A desvantagem dos fundos de investimentos são as taxas de administração que os bancos cobram que geralmente é cobrada anualmente.

Caderneta de Poupança:

A caderneta de poupança é um investidor tradicional, conservador e muito popular entre investidores de menor renda. Quase todos os bancos comerciais possuem esse tipo de investimento e não é preciso ser correntista para investir. As quantias depositadas podem ser sacadas a qualquer tempo, sem a incidência de qualquer tributo. O risco de aplicar em Caderneta de Poupança é muito baixo e a devantagem da poupança é que ele oferece baixa rentabilidade (CERBASI 2005). A poupança é considerada um investimento para o investidor conservador.

Certificado de depósito bancário:

O CDB é um título de crédito, no qual os bancos comerciais emitem para captar recurso, ele é a obrigação do banco de pagar ao aplicador ao final de um prazo contratado a remuneração prevista. O prazo mínimo varia de 1 dia a 12, 18 meses, dependendo do tipo de remuneração contratada.O CDB pode ser negociado por transferência, por ser um título. Ele pode ser resgatado antes do prazo contratado, desde que decorrido o prazo mínimo de aplicação, o risco desse investimento é proporcional ao banco escolhido, a vantagem é que o CDB não possui taxa de administração, e a desvantagem é que por ter taxas pré-definidas, os ganhos são limitados e não acompanham a variação do mercado (CERBASI 2005).

Títulos Públicos:

São considerados de baixíssimos riscos, pois é garantido pelo tesouro nacional, além dos títulos oferecerem retornos significativos e possuem variadas rentabilidades, como pós-fixadas, prefixadas e indexadas aos índices de preços. O tesouro nacional tem como objetivo a democratização, onde pessoas físicas e jurídicas podem comprar diretamente pela internet, sem  intermediários financeiros, com menores custos, com isso, uma ótima opção de investimentos. As vantagens desse tipo de investimento são a segurança, a comodidade, a liquidez e a boa rentabilidade.

Ação é um valor mobiliário, emitido por sociedades anônimas, que representam uma parcela do seu capital social CERBASI (2005). O proprietário de ações emitidas por uma companhia é chamado de acionista e tem status de sócio, tendo direitos e deveres perante a sociedade, no limite das ações adquiridas. Apesar de todas as sociedades anônimas terem o seu capital dividido em ações, somente as ações que forem emitidas por companhias de capital aberto, as quais possuem 19 registro na CVM, poderão ser negociadas publicamente. O investimento em ações é considerado de renda variável e quando a pessoa compra ações de uma companhia, a pessoa se torna acionista da empresa e com isso passa a compartilhar o lucro da companhia, através dos recebimentos de dividendos e de bonificações, ao contrário do que acontece no mercado de capitais mundial, as ações das empresas brasileiras são negociadas com o objetivo de valorização do preço das ações na bolsa de valores e não com foco nos dividendos, isso ocorre devido à instabilidade do mercado brasileiro.

Dividendo é a parcela do lucro, distribuída em dinheiro aos acionistas, sendo deliberado em Assembléia Geral Ordinária, anualmente realizada para a aprovação das contas do exercício social anterior. A vantagem desse tipo de investimento é a possibilidade de valorização substancial do patrimônio pessoal, porém a desvantagem é o risco elevado (CERBASI 2005).

4.3 Apresentar o ciclo de consumismo;

As empresas modernas trabalham em função de seus consumidores. O ciclo de produção dessas empresas é complementado com o ciclo de comercialização e consumo, originando-se dessa forma o ciclo de consumismo, no qual é definido como um procedimento que envolve pessoas e a satisfação de suas necessidades determinadas por várias situações, como lugar, época, capital, equipamentos, materiais, cultura, leis. A necessidade de aprendizagem inflexível tornou o relacionamento entre os membros do ciclo de consumismo (equipamentos – produção – distribuição – consumo) numa ação moderna, do processo de desenvolvimento das organizações e a competência de cada empresa passa a ser avaliada pelo seu poder dentro do ciclo, demonstrado no estado de facilidade que ela terá na preocupação de conhecimento e na rapidez em que ela o transforma em ação e como conseqüência do novo processo, a organização que não tiver o mínimo de poder requerido, será rejeitada pela estrutura sendo expulsa do ciclo, resumindo, a grande capacidade de barganha dos membros do canal de distribuição mudou, houve a mudança do exterior do canal (produtor) para o seu interior (intermediário), passando o líder a ser o mais poderoso elo do canal. Recentemente, as organizações perceberam que a velocidade de aprendizagem do consumidor não poderia por si, acompanhar o próprio líder que não seria mais o que tem poder para vender, mas aquele que tem poder para escolher (consumidor) e em face desta nova situação, as empresas constatam que a melhor maneira de crescerem, garantindo o seu desenvolvimento, será juntando o consumidor em todo o processo, tornando-o um dos elos, tanto do canal, quanto de todo o ciclo. Com isso, o consumidor deixa de ser o último elo da produção, e passa a ser mais um elo produtor, passando a ser assim a ser parceiro e não mais como simples clientes.

O objetivo do marketing é satisfazer e atender as necessidades e aos desejos dos clientes-alvos (KOTLER 2005). O comportamento do consumidor é uma área que estuda como as pessoas, escolhem, compram, aproveitam e descartam produtos, serviços e experiências para satisfazer as suas necessidades e desejos. O comportamento do consumidor é influenciado por fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos (KOTLER 2005). Qualquer lugar que as pessoas olham, estão estampadas às propagandas, servindo para as pessoas consumirem. As necessidades que as pessoas sentem se transformam em desejos, que trazem crise, que vão dando lugar as ações, que somente será acabado com a compra daquele produto/serviço e as pessoas nunca estão satisfeitas com o que alcançaram, sentindo sempre desejos de novas obsessões, pois muitas necessidades ou desejos são considerados artificiais, geralmente estimuladas por quem tem a intenção de vender, e um fato que está aumentando o consumo no Brasil, é a ocorrência dos brasileiros aumentarem sua renda, do crédito e por três fortes tendências comportamentais: quero ter mais, quero saber mais e quero experimentar mais. Entre 2003 e 2008, 34 milhões de pessoas encorparam as classes A, B e C no Brasil. De 2009 a 2014, outros 30 milhões deverão se juntar a esse grupo. "Somando tudo, estamos acrescentando quase a população da França ao mercado consumidor em dez anos", diz Marcelo Neri, coordenador do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getulio Vargas.

O aumento da renda da população brasileira ao longo da década impulsionou o consumo e redefiniu as classes sociais no Brasil.

O fato de os consumidores apurarem os hábitos, também obriga as empresas que sempre ganharam dinheiro com os mais pobres a repensar suas estratégias, pois quem souber traçar estratégias eficazes, sairá na frente das outras empresas que entenderem o novo consumidor.

4.4 Desenvolver a importância do equilíbrio entre gastar e poupar; 

Um dos maiores segredos da administração é o equilíbrio. A economia consiste em saber gastar e a poupança em saber guardar. Gastar é o simples ato de empregar o seu dinheiro em algum tipo de serviço ou produto de seu interesse e o ato intermediário entre poupar e gastar e a ação de economizar, pois você estará economizando quando deixar de adquirir algum produto ou serviço com algum dinheiro seu, a fim de poder mais tarde usar aquele dinheiro em algum outro benefício e a principal diferença entre o poupar e o economizar é que não há nenhum rendimento em cima daquilo que você economiza (gosto de comparar com o “guardar dinheiro na lata de biscoitos”). Quanto a poupar, o ideal é que se guarde parte dos seus ganhos, podem ser 5% ou 10% em uma conta poupança, Essa postura ajudará no futuro, caso venha a precisar de uma quantia em qualquer eventualidade, pois os juros de cheques especiais, cartão de crédito e empréstimos ainda são as piores formas de endividamento, já que os juros podem chegar a até 10% ao mês. Com o aumento da renda das pessoas físicas, ficou bem mais fácil realizar o sonho de comprar o primeiro automóvel, a casa própria, o celular da moda e desejos materiais, porém tudo isso poderia ser muito positivo para a nossa economia e principalmente para a nossa saúde financeira, se este crédito fosse utilizado de maneira equilibrada e responsável; No entanto, o número de pessoas endividadas cresce a cada dia no Brasil.

A grande idéia a ser seguida para se atingir um ponto de equilíbrio, é gastar menos do que se ganha; As pessoas que consomem demais e gastam mais do que ganham sacrificam o futuro em prol do presente. Já as pessoas que consomem de menos sacrificam o presente em prol do futuro. Nem uma coisa nem outra são corretas. E uma das grandes dificuldades do ser humano é lidar com os desejos que se encontram nos lados opostos.

A maneira como cada um ganha, gasta e conserva dinheiro é resultado da uma combinação de emoções e habilidades (MARTINS 2004).

Buscar o equilíbrio na área financeira é uma tarefa desafiadora, pois exige racionalizar nossa relação com o dinheiro, e isso, definitivamente, não é uma coisa tão simples assim, pois muitos usos que fazemos do dinheiro – ou que não fazemos – são impulsionados por apelos emocionais. Ou é a vaidade de querer se exibir para os outros, comprando coisas desnecessárias, ou é o medo de não ter o suficiente para o futuro, fazendo a gente economizar além da conta, pois hoje em dia, o consumo se diferencia menos pela sua utilidade, e mais para individualizar, dar status para aquele que pode consumir e assumir um padrão de aquisições pessoais.

Para manter o equilíbrio financeiro, entre gastar e poupar devemos tomar algumas medidas:

  • Observar com atenção os gastos - muitos indivíduos acreditam que só as grandes compras afetam o seu orçamento, mas os pequenos gastos – que acontecem com grande frequência – também provocam desequilíbrio financeiro, por isso, não se esqueça de anotar os inocentes chocolates e doces que consome no dia a dia;
  • Deve-se considerar a parte líquida do salário e não a bruta - É muito corriqueiro as pessoas praticarem dívidas baseadas em seu salário bruto e se esquecerem de que daquela importância ainda serão deduzidos, itens como: plano de saúde, vale transporte e cesta básica. Com isso, no final do mês o salário acaba sendo incompatível ao total das dívidas, por isso, sempre baseie suas compras pelo seu salário líquido, aquele que já vem com todos os descontos;
  • · Prefira sempre o essencial – Todas as pessoas gostam de sair com os amigos/família, todos precisamos de momentos de lazer e descontração, o que não pode acontecer é perder de vista que ele se torna dispensável diante de outros gastos, como saúde e educação, com isso não podemos esquecer que não podemos sair com as contas no vermelho.
  • · Reservas para imprevistos - Nenhuma pessoa está a salvo dos imprevistos, por isso recomenda-se separar 10% da receita da família para contas extras - que podem surgir – como: médico, um peça do carro que quebra, ou até mesmo impostos;

A intenção não é parar de consumir, mas consumir de forma consciente e planejada, uma vez que o cenário econômico do país tem permitido a aquisição de bens de consumo que, em um passado não muito distante, eram impossíveis de serem adquiridos por uma grande parcela da população. Poupar e gastar não precisa andar em lados opostos e muita menos uma excluir a outra, elas podem e devem andar ao mesmo lado, e isso só depende de nossas condutas e disciplina em relação ao dinheiro.

5. RATIFICAR A IMPORTÂNCIA DAS EMPRESAS SE ADAPTAREM AO NOVO CONSUMIDOR.

Neste capítulo falaremos sobre a importância das empresas se adaptarem a esse novo consumidor, o que fez esse novo consumidor surgir e como ele pode ser aproveitar como estratégia de competitividade.

A globalização, a constituição de blocos econômicos e a redução das barreiras ao comércio entre os países, introduziram empresas e produtos, a indivíduos e consumidores antes pouco conhecidos e explorados. A rápida transmissão de informações, hábitos, produtos culturais e de consumo, contribui para o aumento da oferta de produtos e opções, bem como permite identificar preferências comuns, indicando o desenvolvimento e oferta de produtos em escala global. Essas mudanças criaram um novo tipo consumidor, muito mais conhecedor, poderoso, exigente e com novas demandas a serem atendidas.

Descreveremos neste capítulo também que os hábitos de consumo estão mudando e com isto se faz necessário que as empresas também mudem seus métodos de venda e de oferta de produtos e serviços. O consumidor mudou, ele mais bem informado, conhece melhor as características dos produtos que deseja adquirir e tem uma facilidade inédita – proporcionada pela internet – para comparar preços e barganhar, e esse novo processo afeta a empresa como um todo, pois as empresas deverão mudar suas estratégias de vendas, de marketing, financeira, de atendimento, para se adaptar a esse moderno consumidor.

No subtítulo 4.1, falaremos sobre a importância de se adquiri um plano de previdência privada, já que as pessoas estão cientes do crescimento da expectativa de vida e para ter o mesmo padrão de vida que tem hoje – ou melhor- ela precisam fazer um plano de previdência, separado do plano de previdência oficial. Informaremos que o plano de previdência privada, outrora, ele era limitado somente a aposentadoria, porém hoje a previdência privada, está inserindo no mercados outros produtos, que diversificarem esse serviço privado. Introduziremos nesse mesmo subtítulo, a diferença entre plano de previdência fechada e plano de previdência aberta, além de apresentar a estrutura da previdência privada, e dando continuidade sobre os estudos sobre previdência complementar, descreveremos as principais características, dos principais planos de previdência privada. Apresentaremos que a previdência privada está sendo usadas pelas empresas, não somente como um instrumento para melhorar a renda das pessoas, na melhor idade, como também para ser um diferencial competitivo, para reter e adquirir novos talentos.

No segundo subtítulo desse capítulo, descreveremos sobre a importância da empresa a se ajustar a um novo consumidor que está surgindo, junto com a globalização, o sistema de informação, altamente acelerado. Como as empresas deverão se adequar a esse novo consumidor, o que eles deverão mudar? Suas estratégias competitivas devem levar em consideração esse contemporâneo consumidor, que está mais exigente, atualizado e não quer qualquer produto/serviço, ele quer o melhor que ele pode ter, com um preço acessível e com máxima qualidade. Esposaremos que as empresas, deverão se acomodar a esse novo consumidor, se não quiser ficar para trás, pois ele está entre nós e ele deve ser tratado como um cliente exclusivo, pois as empresas que se ajustarem a esse novo consumidor terão vantagem competitiva.

Este capítulo lembrará também, a importância do processo de planejamento financeiro para a vida das empresas diante de um cenário econômico agitado por inúmeras crises que levam a economia a sofrer uma serie de variações e diante desta realidade o processo de planejamento financeiro tem sido um fator chave para o sucesso das empresas contribuindo significativamente para que o planejamento estratégico obtenha êxito. O processo de planejamento financeiro apresenta-se como uma ferramenta importante para a estratégia empresarial e à administração financeira, de modo a dar o apoio para política de crescimento e ceder conservação financeira de suas atividades sem colocar em risco as finanças empresariais, contribuindo significativamente para a continuidade da organização.

5.1 Analisar o valor do plano de previdência privada

È um sistema que acumula recursos que garantam uma renda mensal no futuro, especialmente no período em que se deseja parar de trabalhar. Num primeiro momento, era vista como uma forma uma poupança extra, além da previdência oficial, mas como o benefício do governo tende a ficar cada vez menor, muitos adquirem um plano como forma de garantir uma renda razoável ao fim de sua carreira profissional. No Brasil, foi a constituição de 1988 que “criou” a seguridade social, englobando as políticas de previdência, saúde e assistência social (Boschetti, 2007). A Previdência social está junta, diretamente ao trabalho, apesar de ser um paradoxo, mas ela traz as condições necessárias para o ser humano se liberar da superioridade do trabalho assalariado (Boschetti, 2006). A previdência social permite que a classe trabalhadora possa estar fora de uma relação de trabalho (temporária ou permanente), sem estar, necessariamente, em situação de ausência de proteção social.

O desafio de planejar o futuro ocupa cada vez mais espaço no cotidiano

dos brasileiros. As pessoas, cientes do aumento da expectativa de vida, buscam com persistência chegar à melhor idade com o mesmo padrão de renda que desfrutam no período de vida ativa. As fragilidades e deficiências apresentadas pela previdência oficial, ou seja, a previdência social, bem como uma maior percepção dos produtos e de como eles podem colaborar no planejamento da aposentadoria, têm influenciado mais pessoas na hora de contratar um plano de previdência privada.

Antigamente os planos de previdência privada se restringiam à aposentadoria, agora eles podem ser usados para financiar os gastos com saúde e educação. A Federação Nacional Vida (Fenaprevi), entidade que reúne 89 empresas do setor, discute junto ao governo a criação de duas novas famílias de produtos, o PrevSaúde e o PrevEducação.

O PrevSaúde é destinado a custear planos de saúde ou despesas médias do contribuinte em fase pós-laboral. É justamente nessa fase da vida que as empresas de previdência acreditam que a adequação ao produto será altíssima, pois terá baixo custo, tornando-se acessível a uma parcela significativa da sociedade.

O PrevEducação segue o mesmo conceito. É uma previdência de fim específico, destinada ao custeio de despesas de educação. Também será um produto de baixo valor, que poderá, sem esforço algum, serem custeados pelos pais, avôs, padrinhos, tios, etc.

Com essa nova fase, o mercado de previdência fica focado na especialização e espera prosseguir oferecendo uma contrapartida de altíssimo valor agregado à sociedade, promovendo um futuro sustentável.

Segue abaixo uma figura que descreve, como é a previdência no Brasil:


Figura 2

Há dois tipos de plano de previdência no Brasil, a aberta e a fechada. A aberta pode ser contratada por qualquer pessoa, enquanto a fechada é destinada a grupos, como funcionários de uma empresa, por exemplo.

A diferença conceitual fundamental entre a previdência complementar aberta e a fechada é que a primeira pode ser contratada por todo cidadão que anseia ingressar em um desses planos, ao passo que a previdência fechada aceita apenas indivíduos que integram um determinado grupo, normalmente vinculado a uma empresa ou a um conglomerado. Em outras palavras, os planos abertos podem ter a adesão de qualquer pessoa, inclusive funcionários de uma empresa ou conglomerado que, por qualquer razão, prefira não ter um fundo de pensão próprio e, por isso, encaminha seus funcionários para um plano aberto. Segue abaixo a estrutura do Plano de Previdência Complementar.


Figura 3

Abaixo, as principais características dos planos de previdência: ı PGBL - O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é mais vantajoso para aqueles que fazem a declaração do imposto de renda pelo formulário completo. É uma aplicação em que incide risco, já que não há garantia de rentabilidade, que inclusive pode ser negativa. Ainda assim, em caso de ganho, ele é repassado integralmente ao participante.

O resgate pode ser feito no prazo de 60 dias de duas formas: de uma única vez, ou transformado em parcelas mensais. Também pode ser abatido até 12% da renda bruta anual do Imposto de Renda e tem taxa de carregamento de até 5%. É comercializado por seguradoras. Com o PGBL, o dinheiro é colocado em um fundo de investimento exclusivo, administrado por uma empresa especializada na gestão de recursos de terceiros e é fiscalizado pelo Banco Central.

Uma de suas principais vantagens está na possibilidade de se optar, já quando da adesão ao plano, pela idade de quando se começará a receber o rendimento investido.

Essa renda poderá ser recebida em uma única parcela ou então em quantias mensais. Também há a possibilidade de se contribuir com quantias variáveis, podendo se fazer um aporte maior quando houver disponibilidade para tal. O valor acumulado pelo participante também pode ser sacado há qualquer momento.

Abaixo, veja um exemplo de investimento na previdência privada, e o que ele demonstra:


Figura 4


Figura 5

  • VGBL - O VGBL, ou Vida Gerador de Benefício Livre, é aconselhável para aqueles que não têm renda tributável, já que não é dedutível do Imposto de Renda, ainda que seja necessário o pagamento de IR sobre o ganho de capital.

Nesse tipo de produto, também não existe uma garantia de rentabilidade mínima, ainda que todo o rendimento seja repassado ao integrante. O primeiro resgate pode ser feito em prazo que varia de dois meses a dois anos. A partir do segundo ano, também pode ser feita a cada dois meses. Possui taxa de carregamento de até 5%. É comercializado por seguradoras.

  • Plano tradicional - Tem a garantia de uma rentabilidade mínima e correção monetária no período da aplicação. Entre as opções existentes no mercado, costumeiramente se aplica a variação do IGP-M acrescido por juro de 6%.

Nesse tipo de plano, pode-se abater até 12% da renda bruta na declaração do Imposto de Renda. Os rendimentos são repassados apenas em parte, que varia de 50 a 85% do total conseguido. Têm taxas de carregamento - aplicadas sobre a contribuição - de até 10%. É comercializado por meio de seguradoras.

  • Fapi - O Fapi (Fundo de Aposentadoria Programada Individual) é aconselhável para quem declara o Imposto de Renda usando o formulário simplificado e atualmente está praticamente em desuso. Nessa opção, não existe uma garantia de rentabilidade mínima.

Por outro lado, todos os rendimentos são repassados integralmente para o participante e pode-se abater também 12% da renda bruta anual na declaração do Imposto de Renda.

Apesar de não contar com taxa de carregamento, se o resgate for feito em um intervalo menor do que 12 meses, haverá a incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). É vendido por bancos e seguradoras.

A grande maioria das empresas brasileiras oferece planos de previdência para os funcionários por meio de um fundo de pensão, que é conhecido com previdência fechada, pois muitas empresas estão utilizando elas como um diferencial competitivo, para reter seus talentos nas empresas, pois os dois fatores que são analisados pelo profissional, que é disputado por duas ou mais empresas, são o valor da contribuição mensal feita pela empresa e quanto do total desses recursos ele receberá caso sai da corporação antes de se aposentar.

5.2 Evidenciar a estima para a empresa a se adaptar ao novo consumidor;

Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final, ou ainda segundo a Lei de Defesa do Consumidor, pode ser definido como, todo aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a uso não profissional, por pessoa que exerça com caráter profissional, uma atividade econômica que vise à obtenção de benefícios." (art. 2º, n.º1 da Lei de Defesa do Consumidor).

Hoje em dia, pelo fato da renda das pessoas estarem aumentando, o consumidor está ficando cada vez mais exigente e migrando para uma classe social maior, além do mercado que vem se tornando ainda mais centralizado no consumidor, dando aos clientes mais domínio e independência, a televisão, a internet e, cada vez mais o telefone móvel, transformarão os consumidores em agentes ativos no processo de consumo, não se trata apenas de adquirir aquilo que é oferecido no ponto de venda, os consumidores podem comparar características, preços, prazos de entrega e pagamento em diversos canais e buscar o produto desejado onde ele estiver e a tecnologia e a maneira como os consumidores a usam, determina mudanças radicais nos processos de compra e desafia o varejo a se reinventar, levando assim as empresa a se adaptarem a esse novo consumido para que não seja excluído do mercado e que consiga sair na frente de outras empresas, que não tem conhecimento desse novo consumidor. Se adaptar a esse novo consumidor é uma alta vantagem competitiva.

Os novos consumidores, cada vez mais atentos e participativos, influenciam as estratégias das organizações e o comportamento das marcas, obrigando a uma comunicação transparente, a relações intensas e verdadeiras e à criação de valor.

Um fato surpreendente foi ver como as atitudes e os comportamentos do consumidor em relação a produtos e marcas podem mudar devido a algo tão sutil e convincente como a mera menção de tempo ou dinheiro.

Conforme Kotler (2007), a chave para criar relacionamentos duradouros com o cliente é criar valor superior e satisfação para ele. Clientes satisfeitos têm maior probabilidade de serem clientes fiéis e conceber as empresas uma participação maior de seus negócios. Hoje a nova classe media brasileira é formada por mais de 50% da população, sendo o segmento de maior consumo no País. Tudo indica que até 2013 este crescimento aumentará, estamos vivendo um aumento enorme de consumo e isso coloca uma grande pressão sobre as empresas, é isso e sem dúvida uma boa oportunidade, mas também um desafio para estas empresas prestarem um melhor atendimento. As empresas precisam aprender a lidar, e isso não se faz apenas implantando um canal de atendimento ao cliente, a satisfação desses novos clientes começa muito antes, na criação de uma cultura dentro da empresa, orientada a ele. Na prática, é preciso que o consumidor se sinta especial, seja tratado como indivíduo, seja ouvido e, fundamental, as organizações deverão ser capazes de responder aos seus questionamentos. Portanto, antes de qualquer estratégia ou idéia de lançar um produto, as empresas devem consultar o mercado e descobrir o que as pessoas querem realmente. Não através de pesquisas formais (quantitativas ou qualitativas), mas olho no olho do consumidor, procurando entender quais as necessidades em aberto que precisam ser satisfeitas e de que maneira atendê-las de forma eficiente, ágil e por um preço justo, principalmente que passe pela triagem do custo/benefício.

Algumas teorias pregam que, no futuro, um negócio bem-sucedido será o resultado da soma de três fatores: a boa experiência dos funcionários, a boa experiência dos clientes e o uso de melhores práticas e processos de negócios. A satisfação do cliente é resultado de uma série de relações de causa e efeito que, se atingir um círculo correto, terá mais rentabilidade e margens maiores para as empresas.

São quatro etapas que devem ser trabalhadas por todas as empresas; A primeira envolve inovação e capacitação, que são os fatores que atraem os melhores funcionários, com isso reterá talentos, crescerá e atrairá novos talentos; A segunda etapa é organizar processos internos e fazer com que eles trabalhem a favor da inovação e da excelência.

Se a empresa tem profissionais motivados e agilidade em seus processos, o resultado são clientes satisfeitos; Essa satisfação não está relacionada tão somente ao produto ou ao serviço, mas à experiência como um todo, é importante que o cliente saiba que seu produto vai atender suas expectativas e, em caso de falha ou defeito, tenha certeza de que será atendido e seu problema solucionado rapidamente. É essa relação de confiança que vai fortalecer a marca, resultando na última etapa: margens maiores e maior rentabilidade. O novo consumidor brasileiro paga por marcas fortes, nas quais ele confia e com as quais tem relações duradouras e experiências bem-sucedidas. Segundo HOLLEY (P. 310) A batalha estratégica fundamental é pelo cliente: só farão sucesso aquelas companhias que têm como objetivo conseguir e reter clientes.

A necessidade de estabelecer e manter o reconhecimento do nome e os benefícios associados a uma marca sempre serão parte importante do trabalho dos profissionais de marketing. Os clientes não estão mais fazendo suas escolhas apenas com base em reconhecimento de nome ou associações de marca, embora estes tenham ainda grande influência. Os fatores mais importantes para os consumidores de hoje são a própria experiência em torno de um produto ou serviço e as informações disponíveis sobre as mesmas.

Muitas empresas já reconheceram as forças que estão norteando essa era pós-analógica e estão atuando em duas ou mais frentes simultaneamente. De um lado, empreendendo grandes esforços para, mediante novas estratégias e tecnologias, aumentar o valor de suas plataformas de mídia; de outro, investindo de modo a obter posições consideráveis em uma ampla gama de novos canais, que incluem as mídias sociais. As empresas estão mudando seu foco com relação aos consumidores, deixando de analisá-los e passando a conhecê-los, KOTLER (p.444) confirma isso descrevendo que a ampla utilização da Internet e outras poderosas novas tecnologias estão tendo um impacto drástico tanto nos compradores quanto nas empresas que os atendem.

O uso inteligente do ambiente online cria um sentido para o usuário, que passa a ver um propósito para interagir com a marca e estabelecer um relacionamento. A autenticidade é um valor-chave para esse relacionamento, afinal, não é possível criar uma interação, apenas encorajá-la. Por esse motivo os esforços online não podem ser superficiais e apenas comerciais.

A maior interatividade com os clientes e transparência nos canais de comunicação pode gerar uma maior oportunidade de negócios. As relações sociais são complexas por natureza, e no contexto atual, no qual as pessoas compartilham suas experiências de consumo, acaba por afetar a decisão de outros.

O novo perfil de cliente está colocado e os caminhos para conquistá-lo são conhecidos, mas não fáceis. Exigem mudanças de cultura, treinamento e conscientização, então as empresas devem está preparadas para isso.

5.3 Assimilar conhecimentos de investimentos de curto, médio e longo prazo.

A gestão administrativo-financeira é a responsável pelo suporte jurídico e administração dos recursos financeiros da empresa. O administrador financeiro enfatiza o fluxo de caixa, ou seja, entradas e saídas de caixa. Ele mantém a solvência da empresa, analisando e planejando o fluxo de caixa para satisfazer as obrigações e adquirir os ativos necessários ao cumprimento dos objetivos da empresa. O administrador financeiro adota o regime de caixa para reconhecer as receitas e despesas que efetivamente representam entradas e saídas de caixa. O fluxo de caixa é um instrumento de apoio às empresas, pois através das projeções é possível identificar suas reais necessidades, ou seja, se haverá necessidade de captar recursos o capital de giro. E ainda, no caso de haver sobra de caixa, designar onde e em que investimento aplicar tal valor.

Os fluxos de caixa, tidos como o sangue que corre pelas veias da empresa, são o foco principal do gestor financeiro, seja na gestão das finanças rotineiras, seja no planejamento e tomada de decisões a respeito da criação de para o acionista. (Gitman, p. 95)

Considerando que o fluxo de caixa é um dos instrumentos mais precisos e útil a curto e em longo prazo, a empresa que mantê-lo atualizado poderá dimensionar com mais facilidade o volume de entradas e saídas de capital e assim fixar o nível desejado por determinado período.

O fluxo de caixa permite ao administrador financeiro uma visão clara do giro de capital, através das projeções de entradas e saídas, decorrentes das atividades operacionais da empresa por período determinado e desejado. A rotina de uma empresa não pode ser uma aventura, expondo-se a acontecimentos sem um mínimo de planejamento e controle, é preciso também projetar as situações desfavoráveis.

O processo de planejamento financeiro começa pelos planos financeiros de longo prazo, ou estratégicos. Estes, por sua vez, orientam a formulação de planos e orçamentos de curto prazo, ou operacionais.

Visando valorizar as necessidades de financiamento para garantir fundos suficientes para que uma empresa pague seus compromissos, o Planejamento Financeiro é o processo que, além de estimar a quantia necessária para continuar as operações, viabiliza o processo de decisão sobre quando e como realizar financiamentos.

O planejamento financeiro é um aspecto importante das operações das empresas porque fornece um mapa para a orientação, a coordenação e o controle dos passos que a empresa dará para atingir seus objetivos. (Gitman, p. 105)

Por se tratar de um procedimento confiável, o planejamento financeiro é um instrumento muito relevante para as organizações, na medida em que fornece roteiros para dirigir, coordenar e controlar as diversas ações para se alcançar os objetivos desejados. Está envolvida a realização de projetos de vendas, renda e ativos baseados em estratégias alternativas de produção e de marketing, seguidas pela decisão de como atender as necessidades financeiras previstas. Dessa forma, entre as diversas etapas do Planejamento Financeiro podemos citar: a adoção de um sistema de demonstrações financeiras projetadas; o cálculo da demanda de fundos necessários para a execução dos planos traçados; a elaboração de uma previsão da disponibilidade de fundos resultantes da execução dos planos; a elaboração de um sistema de controle sobre as fontes e as aplicações de fundos dentro da organização; e também o desenvolvimento de uma metodologia de adaptação dos planos às variáveis externas não controláveis. O Planejamento Financeiro pode ser preparado em termos de curto e de longo prazo. Os planos financeiros de longo prazo procuram refletir os resultados esperados no planejamento estratégico da empresa, a atuação em longo prazo se apóia nos instrumentos de orçamento de capital e nas expectativas de geração de lucros e caixa

Os planos financeiros de longo prazo fazem parte de uma estratégia integrada que, juntamente com os planos de produção e de marketing, orientam a empresa em direção a suas metas estratégicas. (Gitman, p. 106).

Logo os planos financeiros de curto prazo devem ser bem detalhados, através do uso de instrumentos como o orçamento de capital, as projeções de fluxo de caixa e de Demonstrativo de Resultados periódicos e os balanços patrimoniais projetados.

Enquanto o horizonte de planejamento típico de longo prazo é cinco anos, embora algumas empresas operem com períodos de dez anos, o intervalo que pode ser interpretado como curto prazo é usualmente um período de um ano.

Na formulação do planejamento, utilizam-se modelos que permitem simular os impactos financeiros estimados decorrentes das estratégias estabelecidas. Esses modelos propiciam a elaboração de previsões das demonstrações financeiras.

O Planejamento Financeiro fornece maior previsibilidade para empresas que desejam tomar decisões mais consistentes e confiáveis, além de maior sustentabilidade a curto, médio e longo prazo.

6. EXPERIMENTOS REALIZADOS NA BUSCA DA MELHORIA CONTÍNUA ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Estudamos algumas pessoas, que faz ou não o controle das finanças pessoais, a fim de averiguar, como os indivíduos estão lhe dando com as próprias finanças e se fazem algum investimento com o objetivo de crescimento pessoal e profissional.

Os dados foram coletados em fontes primárias, pois segundo Kotler (2007), dados primários consistem em informações coletadas para a finalidade em questão... As abordagens de pesquisas para a coleta de dados primários incluem observação, levantamento e pesquisas experimentais.

A coleta de dados dessa pesquisa foi feita através de questionários, onde foram consultadas vinte pessoas, de cinco empresas diferentes. Nesse questionário estavam propostas dez perguntas.

Após a coleta de dados, as respostas foram analisadas e interpretadas, o que permitiu ao pesquisador, extrair as informações necessárias para o fornecimento de respostas ao problema proposto da investigação e essa análise foi fundamental para a conclusão da pesquisa. Com a pesquisa realizada foi feito um levantamento estatístico para cada pergunta da entrevista, conforme seguem os gráficos.

1. Na sua opinião, qual o tipo de investimento com menor risco?

2. O Sr(a) entende que para poder realizar algum sonho deve-se poupar e investir, porém algumas pessoas deixam de poupar para poder gastar.Quais das opções abaixo você deixa de poupar para gastar?

3. Caso o Sr(a) pretenda utilizar algum plano de previdência privada para complementação de renda na velhice, qual seria o plano mais ideal de sua escolha?

4. Qual método sua empresa adota para manter-se financeiramente equilibrada na competitividade?

5. Para o controle das finanças pessoais e/ou familiar o Sr(a) utiliza algum tipo de planilha para poder manter as contas em dia? Por que?

Justificativa das respostas “Sim”:

1. “Controlar os gastos”

2. “Controlar os gastos”

3. “Para controlar meus gastos”

4. “Para poder controlar os gastos”

5. “Para não entrar em dívidas e/ou ficar sem dinheiro”

6. “Faço uma lista colocando os pagamentos (despesa)”

7. “Porque preciso ter o controle dos meus gastos”

8. “Não entrar em dívidas”

9. “Controlar as finanças pessoais”

Justificativa das respostas “Não”:

10. “Não tenho organização”

11. “Não costumo”

12. “Não gosto de mexer com planilhas”

13. “Porque não tenho disciplina”

14. “Não tenho costume”

15. “Não tenho costume”

16. “Não tenho esse controle por planilha”

17. “Não tenho essa habilidade”

18. “Não sei mexer com Excel”

19. “Não tenho esse controle por planilha”

20. “ Pois não tenho disciplina”

6 - O Sr(a) sabe qual a importância de um orçamento doméstico?

Justificativa das respostas “Sim”:

1. “Controle de gastos”

2. “É uma ferramenta para o controle de gastos e investimentos”

3. “Sempre viver com o que se ganha e não mais que isso”

4. “Para o final do mês”

5. “Sem ele, mesmo que simples não se sabe quais são os gastos reais”

6. “Para controlar entradas e saídas de dinheiro”

7. “Para organização e controle”

8. ”Controlar a saída e entrada de dinheiro”

9. “Para não gastar mais do que se ganha”

10. ”Para controle e organização”

11. “Manter organização e controle”

12. “Controle e organização”

13. “Controlar entradas e saídas”

14. “Evita gastos desnecessários”

15. “Controlar gastos”

16. “Ele evita gastos superficiais”

17. “Não ultrapassar as contas do mês e auxiliar no planejamento”

18. “No controle e economia do orçamento”

Justificativa das respostas “Não”:

19. “Não controlo meus gastos”

20. “Não tenho esse controle de gastos”

7- O Sr(a) sabe como o que é ciclo de consumismo? Justifique.

Justificativa das respostas “Sim”:

1. “O cliente é mais importante que tudo”

2. “É o ciclo que o consumidor é a parte mais importante para as empresas”

3. “Empresa – Cliente – Empresa

4. “É algo que engloba empresas e consumidores”

5. “O consumidor é prioridade nas empresas”

Justificativa das respostas “Não”:

6. “Nunca ouvi falar”

7. “Não sei o que é isso”

8. “Não sei o que é esse ciclo”

9. “Nunca ouvi falar”

10. “Não sei”

11. “Desconheço esse ciclo”

12. “Desconheço”

13. “Desconheço esse ciclo”

14. “Não sei”

15. “Não sei”

16. “Desconheço”

17. Não sei”

18. “Desconheço esse ciclo”

19. “Não sei”

20. “Não esse termo”

8. O Sr(a) faz algum investimento de longo prazo?

Justificativa das respostas “Sim”:

1. “Utilizo poupança”

2. “Poupança”

3. “Invisto na minha educação”

4. “Poupança”

5. “Poupança”

6. ”Poupança”

7. “Invisto nos meus estudos”

Justificativa das respostas “Não”:

8. “Não faço”

9. “Ainda não tenho muitos recursos para isso no momento, estou com algumas situações inéditas.

10. “Não utilizo”

11. “Não utilizo”

12. “Não faço atualmente”

13. “Não utilizo”

14. “Não faço investimentos de longo prazo”

15. “Não faço”

16. “Não utilizo”

17. “Não faço”

18. “Não faço”

19. “No momento não”

20. “Não faço”

9 - Para manter o controle orçamentário quando a inflação está em alta o Sr adota algum tipo de estratégia? Justifique.

10 - O que o Sr faz para conquistar algum sonho? Qual tipo de planejamento o Sr faz para que esse sonho se torne realidade? Justifique.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A instabilidade econômica é outro fator que contribui para que a vida financeira das pessoas fique em esquecimento, pois a inflação, durante muito tempo, inibiu a figura do planejar. Pensar no futuro em ambiente inflacionário, para muitos, é impossível, com isso podemos concluir que após a implantação do Plano Real, que foi quando ocorreu a estabilização econômica, o brasileiro ficou ainda mais endividado, pois as pessoas não aprenderam sobre a educação financeira e muitos indivíduos continuaram analfabetos financeiros, pois ninguém quer se responsabilizar de fornecer educação financeira, nem as famílias, nem as escolas e muitos menos os próprios indivíduos, ficando assim cada vez mais endividados., além de que o orçamento doméstico é a parte das finanças pessoas, que todos temos que aprender a lidar, pois sempre devemos gastar menos do que ganhamos, o que não acontece com grande parte da população, e continuamente investir para poder aumentar o patrimônio da família. Aqueles que tiverem Educação Financeira estarão mais preparados para economizar e analisar os produtos oferecidos pelo mercado financeiro, produtos que responderão melhor às suas necessidades e perfis. Isto trará efeitos positivos para os níveis de investimento e no crescimento econômico, em geral.

Com as pesquisas abordadas, o estudo demonstrou que o planejamento financeiro pessoal tem a mesma estrutura de um planejamento financeiro empresarial, onde a pessoa ou a família define os objetivos a serem atingidos no curto, médio e longo prazo e acompanha as metas a serem atingidas. Verificou-se, também que a importância da educação financeira é cada vez mais importante, na vida de todas as pessoas e não somente para investidores, pois temos que tomar decisões financeiras ao longo de toda a nossa vida.

Nesse estudo abordamos assuntos que descrevem a importância de se conhecer sobre investimentos, para poder lucrar em vez de perder o capital investido, apresentamos nesse capítulo também que a escolha dos nossos objetivos, define nossos investimentos, então para conhecermos sobre investimentos devemos definir objetivos e para definirmos os objetivos devemos conhecer sobre finanças, pois o mercado financeiro tem diversos produtos financeiros no qual as pessoas têm acesso através dos bancos, das corretoras, entre outros. Entre as oportunidades de investimento tem-se: aplicações em ações, títulos públicos, CDB’s e poupança, porém não devemos investir tudo que sobra, temos que levar em conta que devemos que ter sempre um equilíbrio entre gastar e poupar. Outro assunto abordado nesse trabalho é o ciclo de consumismo que está mudando, pois o consumidor está mudando, hoje o consumidor é o elo mais importante desse ciclo, pois as empresas devem pensar primeiro neles e quem souber traçar estratégias eficazes, sairá na frente das outras empresas que não entenderem o novo consumidor.

São importantes as empresas a se adaptarem a esse novo consumidor, que está mais exigente, atentos, participativos, além de está muito mais informado, é a empresa pode usar esse novo consumidor como uma estratégia competitiva para aparecer na frente de seus concorrentes.

Adquirir um plano de previdência privada hoje em dia, imprescindível, pois a expectativa de vida das pessoas está aumentando, e a previdência social não está dando o suporte necessário para o brasileiro continuar com o mesmo padrão de vida que tem hoje, ativamente trabalhando.

Quanto a coleta de dados, foram feitas com cinco empresas diferente e com vinte participantes, tanto do sexo feminino, quanto do sexo masculino, nessa coleta de dados foram feitas dez perguntas, nos quais são quatro questões fechadas, quatro questões semi-abertas e duas questões abertas, onde pudemos concluir que a teoria desse trabalho, verdadeiramente atende a prática, pois as pessoas não fazem planejamento financeiro, não tem o controle das finanças pessoais, não conhecem outro investimento além da poupança, preferem gastar dinheiro com várias opções, antes investir, além de não conhecerem sobre previdência privada.

Os problemas decorrentes da ausência de um planejamento para seus gastos e investimentos, têm sido: contas a paga, débito em cartão de crédito, cheque especial, nome no SPC, além dos juros abusivos praticados pelo mercado. Enfim uma vida financeira em grave situação que, normalmente, e sendo redundante, em via de regra, contribui para o empobrecimento da população

Os brasileiros são analfabetos financeiros, e se não mudarem seu modo de pensar e agir vão continuar se endividando, pois trabalham com o dinheiro de uma forma errada, dando importância ao momento de agora e não refletindo no futuro.

Concretamente a educação financeira é primordial na vida das pessoas, pois sem ela, não conseguimos investir, não conseguimos crescer financeiramente, pois devemos nos planejar, mencionando objetivos de curto, médio e longo prazo, para realizar algum sonho de consumismo, pois sem planejamento corremos o risco de ficar endividados, ou seja, o objetivo geral proposto por este trabalho foi atingido, já que o planejamento financeiro pessoal apresenta uma relevância significativa no que diz respeito a maximização da riqueza pessoal. É através do planejamento financeiro pessoal que as pessoas se organizam financeiramente, deixando assim de desperdiçar recursos escassos.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CERBASI, Gustavo. Casais Inteligentes Enriquecem Juntos. 1ª Ed. São Paulo: Gente, 2004.

MARTINS, José Pio. Educação Financeira ao Alcance de Todos. São Paulo: Fundamentos, 2002.

PIRES, Marcos Cordeiro, DOS SANTOS, Sérgio Antonio, DE OLIVEIRA, Jayr Figueiredo.Economia para Administradores. 1ª Ed. São Paulo: Saraiva

HANSON, Jon.Divida boa, Dívida ruim. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Best Seller LTDA, 2005.

CERBASI, Gustavo.Dinheiro os segredos de quem tem. 7ª Ed. São Paulo: Gente, 2003.

WALTER, J. Wessels. Economia. 2ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

GROPPELLI, A.A. Administração Financeira. 2ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

PADOVEZE, Clóvis Luiz. Contabilidade gerencia. São Paulo: Atlas, 2004.

BOSCHETTI, Ivanete. Seguridade social e trabalho: paradoxos na construção das Políticas de previdência e assistência social. Brasília: UnB ; Editora Letras Livres, 2006.

KOTLER, Philip. Princípios de Marketing. 12ª São Paulo: Pearson, 2007.

GITMAN, J. Lawrence. Princípios de Administração Financeira. 12ª São Paulo: Pearson, 2010.


Publicado por: Gizele dos Santos Rocha Tarden

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