Topo
pesquisar

Acesso a mercados - principais entraves à comercialização da apicultura de Cacoal.

Administração e Finanças

Problemas e entraves na comercialização do mel in natura, Apicultura, Mel in-natura, mercado, comercialização, consumidor

RESUMO

Este trabalho de pesquisa científica classificada como estudo de caso, visou diagnosticar os principais problemas e entraves na comercialização do mel in natura e da sua penetração no mercado de Cacoal-RO, bem como levantamento de dados e elaboração de sugestões objetivando subsidiar a ACA no que tange a comercialização da sua produção, a qual, foi baseado em pesquisa de campo (descritiva e exploratória) realizada durante a vivência da Residência Social. Através das informações coletadas, buscou-se aprofundar os estudos científicos relacionados às dificuldades encontradas, dentro do eixo temático Avaliação e Decisão em DRS, levantando dados visando identificar os principais pontos, fortes e fracos, em relação ao acesso a mercado. Apesar de a atividade ser uma ótima fonte de renda, a estrutura organizacional administrativa da ACA demonstra carência de instrumentos e ferramentas capazes de melhorarem sua cadeia produtiva bem como a comercialização advinda da mesma. Esse entendimento permitirá a compreensão acadêmica e profissional dos membros da equipe participante enquanto residentes e atuantes na região estudada. Para alcançar os objetivos planejados, a presente pesquisa foi desenvolvida em tempo integral (80 horas), tendo como entidade de referência a ACA - Associação Cacoalense de Apicultura, e os demais parceiros do projeto. Após realização da pesquisa, constataram-se vários entraves, tais como: limitações comerciais em razão da natureza jurídica da ACA, falta de conscientização a respeito da importância do cooperativismo e associativismo por parte dos apicultores, deficiência da estrutura administrativa, carência de treinamentos, canais alternativos de comercialização e distribuição pouco explorados, falta de uma marca própria para o produto. Com isso, foi possível elaborar um relatório com informações que subsidiará a Associação nas estratégias de comercialização e marketing, bem como munir a equipe de DRS de dados para fortalecer as parcerias dessa cadeia produtiva na região.

Palavras Chave: Apicultura, Mel in-natura, mercado, comercialização, consumidor.

ABSTRACT

This work of scientific research classified as a case study, aimed diagnose the main problems and obstacles in the marketing of honey in nature and its market penetration of Cacoal-RO, as well as survey data and drafting suggestions aiming to subsidize the ACA in comes to marketing their produce, which was based on field research (descriptive and exploratory) during the life of the Residence Law. Through information gathered, trying to deepen the scientific studies related to the difficulties encountered within the thematic axis Assessment and Decision in DRS, raising evidence to identify the key points, strengths and weaknesses in relation to market access. While the activity is a great source of income, the organizational structure of the ACA is very poor, hindering the marketing of their produce. This understanding will enable the understanding of academic and professional team members while participating residents and engaged in the region studied. To achieve the planned objectives, this research was developed full-time (80 hours), taking as a reference to ACA - Cacoalense of Beekeeping Association, and the other partners in the project. After completion of the research, it several obstacles, such as trade restrictions due to the legal nature of the ACA, lack awareness on the importance of cooperatives and associations among beekeepers, deficiency of the administrative structure and lack of training, alternative channels of marketing and distribution little use, lack of own-brand product. In this way it was possible to draw up a report with information that subsidize the Association in marketing and marketing strategies, and equip a team of DRS data to strengthen the partnerships that the production chain in the region.

Key words: Beekeeping, Honey-in-natura, market, marketing, consumer.

LISTAS

FIGURAS

Figura 1: Colméias padrão langstroth 25
Figura 2: A produção de mel e o consumo humano 26
Figura 3: Própolis 26
Figura 4: Cera alveolada 27

GRÁFICOS

Gráfico 1: Renda Familiar Média Por Atividade Explorada – Produtores Aca 23
Gráfico 2: Indicadores Sociais – Pós Apis/Drs 24
Gráfico 3: Contribuição Da Atividade Para A Melhoria Da Qualidade De Vida 24
Gráfico 4: Produção Nacional de Mel 28
Gráfico 5: Comercialização da Produção 29
Gráfico 6: Marcas de Mel no Comércio Local 30
Gráfico 7: Produção Nacional de Mel 32

TABELAS

Tabela 1: Produção de mel em tonelada (Brasil 2001/2006) 27

QUADROS

Quadro 1: Consumo médio domiciliar per capta, e por faixa salarial, anual (Kg) Região Norte 2002/2003 31
Quadro 2: Região Nordeste 2002/2003 31
Quadro 3: Região Centro Oeste 2002/2003 31
Quadro 4: Região Sudeste 2002/2003 31
Quadro 5: Região Sul 2002/2003 31

SUMÁRIO

RESUMO 05
ABSTRACT 06
LISTAS DE FIGURAS, GRÁFICOS, TABELAS E QUADROS 07
1. INTRODUÇÃO 09
1.1Problema 11
2. OBJETIVOS 11
3. REFERENCIAL TEÓRICO 12
3.1 Marketing: elo entre a empresa e o cliente 12
3.1.1 Fatores culturais 13
3.1.2 Classe social 13
3.1.3 Fatores sociais 13
3.1.4 Fatores pessoais 14
3.1.5 Fatores psicológicos 14
3.2 Análise das oportunidades do mercado 15
3.3 Concorrência 16
3.4 Tomada de decisão 16
3.5 Avaliação 17
3.6 Desenvolvimento sustentável e sustentabilidade 18
4. METODOLOGIA 19
4.1 Pesquisa bibliográfica 19
4.2 Pesquisas: descritiva e exploratória 20
4.2.1 Delineamento da pesquisa 20
4.2.2 Público-alvo do estudo 20
4.2.3 Instrumento de coleta dos dados 20
4.2.4 Análise dos dados 21
5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 21
5.1 Sistema de produção 24
5.2 Produtos produzidos 25
5.3 Mercado brasileiro do mel 26
5.4 Concorrência 29
5.5 Consumo do mel 30
5.6 Perfil do consumidor 31
5.7 Canais de distribuição 31
5.8 Principais entraves à comercialização do mel em Cacoal 33
5.9 Análise de Swot (pontos fortes e oportunidades, pontos fracos e ameaças) 34
6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 34
7. CONCLUSÃO 40
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 45

ANEXOS

1. Questionário Aplicado aos Produtores da ACA 48
2. Questionário Aplicado aos Parceiros da ACA 50
3. Questionário sobre Marcas de Mel Comercializadas 52
4. Relatório de contribuições e sugestões a ACA 53

1. INTRODUÇÃO

Desde a pré-história, o mel, tem sido usado pelo homem como produto medicinal e alimentar, que por vários séculos foi retirado dos enxames de forma extrativista e predatória, muitas vezes causando danos ao meio ambiente e matando as abelhas.

Entretanto, com o tempo, o homem foi aprendendo a proteger seus enxames, instalando-os em colméias racionais e manejá-los de forma que houvesse maior produção de mel sem causar prejuízo para as abelhas. Surgia, dessa forma, a apicultura.

A história da apicultura no Brasil teve início no estado do Rio de Janeiro em 1839, com a introdução das abelhas Apis Mellifera, trazidas de Porto – Portugal pelo padre Antonio Carneiro. Posteriormente, outras raças de abelhas Apis Mellifera foram introduzidas por imigrantes europeus, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Atualmente, o Brasil é o 6° maior produtor mundial de mel, ficando atrás somente da China, Estados Unidos, Argentina, México e Canadá, segundo dados do SEBRAE (2006).

Em Rondônia existe um grande potencial apícola a ser explorado, tendo em vista a riqueza da flora e o clima propício de algumas regiões do estado.

No município de Cacoal – RO, a atividade da apicultura tem se apresentado em destaque no Estado. Isso se deve, em grande parte, ao trabalho desenvolvido pela Associação Cacoalense dos Apicultores – ACA e parceiros como o SEBRAE, EMATER, Sindicato dos Trabalhadores Rurais - STR, Prefeitura Municipal, Fundação Banco do Brasil e do Banco do Brasil, através do Plano de DRS implantado a partir de 2005. As informações específicas da realidade operacional da atividade são subsidiadas por parceiros como EMATER e SEBRAE, contudo, percebeu-se uma falta de suporte estrutural para chegar até o consumidor final.
Estudos recentes mostram que para ocorrer a otimização da produção é necessário que o produtor possua conhecimentos sobre biologia das abelhas, técnicas de manejo e colheita do mel, pragas e doenças dos enxames, importância econômica, mercado e comercialização, ou seja, a profissionalização do segmento é uma alternativa mais realista para alcançar melhores condições de produção, qualidade e assim buscar novos mercados.

Embora a atividade, numa primeira análise, tenha se mostrado viável economicamente, um dos principais problemas é a comercialização.

Considerando o estágio avançado em que se encontra o Plano de DRS da apicultura em Cacoal, as informações coletadas e a vivência da Residência Social, buscou-se aprofundar os estudos científicos relacionados às dificuldades encontradas, dentro do eixo temático Avaliação e Decisão em DRS, levantando dados visando identificar os principais pontos fortes e fracos com relação ao acesso a mercado, e assim, evidenciar esses pontos que mostram as principais dificuldades.

Este trabalho de pesquisa científica visou diagnosticar os principais problemas e entraves na comercialização do mel in natura e da sua penetração no mercado, visto que se trata de levantamento de dados e elaboração de sugestões objetivando subsidiar a ACA no que tange a comercialização da sua produção.

Dessa forma o presente trabalho justifica-se, pois a cadeia produtiva da apicultura no estado de Rondônia é desenvolvida por pequenos produtores rurais, os quais têm nessa atividade sua terceira fonte de renda, em alguns casos tem-na como a segunda.

Apesar de ser uma das principais rendas dos pequenos agricultores, a estrutura da atividade no município apresenta muitas deficiências, dificultando a comercialização da produção. Com esta pesquisa buscou-se identificar os principais gargalos na comercialização do mel na cidade de Cacoal-RO, bem como identificar quais alternativas para ampliação de mercado, e como são tomada as decisões de comercialização.

Para alcançar os objetivos planejados, a presente pesquisa foi desenvolvida em tempo integral, (80 horas), explorando o plano de DRS implantado no município de Cacoal-RO, o qual tem como atividade a cadeia produtiva da apicultura, tendo como entidade de referência a ACA - Associação Cacoalense de Apicultura, e os demais parceiros do projeto.

A apicultura é uma das poucas atividades pecuárias que não tem nenhum impacto ambiental negativo, pelo contrário, transforma o apicultor em um ecologista prático, pois é considerada uma atividade limpa, não polui, não destrói e contribui com o processo de polinização das espécies. Ajuda na preservação da natureza, e alem disso, gera trabalho e renda ao produtor e sua família, não necessitando de muito investimento, caracterizando assim as principais premissas do DRS (economicamente viável, ambientalmente correto, e socialmente justo). Dessa forma, a avaliação atual da ACA, será de grande importância para conhecer a realidade atual da associação, bem como sua dificuldade de acesso ao mercado. Esse entendimento permitirá a compreensão acadêmica e profissional dos membros da equipe participante enquanto residentes e atuantes na região estudada. Após realização da pesquisa, foi elaborado um relatório com informações que poderão subsidiar a Associação sobre estratégias de comercialização e marketing, bem como muniu a equipe de DRS de dados para fortalecer as parcerias dessa cadeia produtiva na região.

1.1 Problema

A apicultura tem se caracterizado como uma atividade de pequenos e médios produtores e em conseqüência disso, sua comercialização estava mais voltada ao comércio local e o consumidor final. Isso devido a pouca experiência gerencial dos produtores.

Com o crescimento cada vez maior do consumo do produto, tanto a nível nacional como internacional essa atividade passou a exigir, por parte dos produtores, maiores investimentos, novas técnicas de manejo, produção e principalmente conhecimento, mesmo que superficial, sobre a comercialização de seu produto.

Em virtude disso, esse trabalho de pesquisa acadêmica busca investigar e identificar: Quais os entraves e as dificuldades de comercialização e acesso a mercados do mel in-natura em Cacoal?

2. OBJETIVOS

Atualmente o maior desafio do agronegócio é identificar e promover atividades produtivas que sejam inclusivas sob os aspectos tecnológicos e gerenciais, isto é, que permitam uma desconcentração tecnológica, democratizando e viabilizando a incorporação das inovações nas pequenas propriedades rurais.

A apicultura apesar de ser uma atividade em franca expansão no Brasil, e ser considerada como uma atividade sustentável, a ACA vem convivendo com limitações estruturais, no que tange à organização, escoamento e comercialização da produção no município de Cacoal-Ro.

Este estudo foi desenvolvido com o objetivo geral de identificar quais as dificuldades de comercialização do mel in-natura no município de Cacoal – RO. Buscou-se então, levantar o estágio atual do mercado do mel em Cacoal e no Brasil, identificar os principais fornecedores e concorrentes da produção, qual estratégia de Marketing adotada pela ACA para comercialização, bem como, identificar o grau de envolvimento dos parceiros e a influência dos mesmos na expansão do mercado.

3. REFERENCIAL TEÓRICO

A revisão teórica do presente trabalho é abordada na teoria da administração de marketing orientado para o mercado. O tema se insere no âmbito da administração promovendo repercussões importantes sobre o desempenho da empresa e, ainda em termos agregados, sobre a importância do marketing para o posicionamento e sobrevivência no mercado.

Baseada na revisão literária foram detalhados alguns conceitos fundamentais à nossa pesquisa e que serviram como base para discussão: Marketing, Administração de Marketing orientado para o mercado, análise das oportunidades de mercado, comportamento do consumidor, concorrência, tomada de decisão, e avaliação, desenvolvimento sustentável e sustentabilidade.

3.1 Marketing: elo entre a empresa e o cliente

Apesar de já se ter noção do significado de cada um, é preciso entendê-los segundo as definições das bibliografias ora consultadas.

Segundo Cobra, (1992, p. 34), pode-se definir Marketing como, “Processo de planejamento e execução, desde a concepção, apreçamento, promoção e distribuição de idéias, mercadorias e serviços para criar trocas que satisfaçam os objetivos individuais e organizacionais”.

É fundamental conhecer o que é Marketing e sua importância para os negócios dentro do conceito de sustentabilidade.

Administração de Marketing orientado para o mercado consiste na utilização das ferramentas de Marketing ordenadas estrategicamente para alavancar melhores resultados econômicos, financeiros e sociais, abandonando as definições tradicionais de troca, passando a incluir em seu contexto a preocupação com o social, ou seja, com a qualidade de vida das pessoas e da comunidade em geral (COBRA, 1992, p. 49).

Tendo em vista as exigências do mercado à busca pela sobrevivência, crescimento e permanência no mesmo, faz com que as empresas percebam a importância de terem ou buscarem uma boa estratégia de marketing.

Entender o comportamento do consumidor é fundamental, pois permite descortinar as características individuais e os fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos que influenciam ao ato da compra, e viabiliza a adaptação dos produtos de acordo com o interesse e gosto do cliente.

Uma empresa que pretende comercializar mel precisa saber quem é o consumidor em potencial e quais são seus julgamentos a respeito do produto oferecido, tais informações auxiliarão a empresa tomar decisão e se posicionar no mercado, adequando o produto mel ao que o consumidor pensa e acredita.

A construção do comportamento do ser humano dá-se em função do meio em que vive, ou seja, família, comunidade, região, país, com seus costumes e crenças, idade, renda, estilo de vida, bem como sua reação aos estímulos do dia-a-dia ou no momento de uma compra.

Para Kotler, o consumidor tem motivações que irão conduzi-lo a uma necessidade, e com base nessa necessidade surgem preferências por determinados produtos ou serviços que satisfaçam seus desejos, os quais podem ser fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos.

3.1.1 Fatores culturais

Segundo Kotler, (2000, p. 183) “Cultura, sub-cultura e classe social são fatores particularmente importantes no comportamento de compra.” Os fatores culturais têm como definição, um complexo de valores, idéias, atitudes e símbolos significativos criados a fim de moldar o comportamento humano, e exerce a mais ampla e profunda influência sobre o comportamento do consumidor.

A cultura é um dos fatores mais importantes a serem levados em consideração para analisar o comportamento do indivíduo e pode ser entendida como um conjunto de crenças, normas, valores, e atitudes que regulam e normatizam a conduta dos integrantes de uma sociedade. Os papéis exercidos pela cultura e classe social do comprador são particularmente importantes, pois determinam as normas e os valores que devem ser seguidos e respeitados pelos indivíduos, isto significa que de uma cultura para outra, diferença de comportamento com relação ao mesmo objeto de consumo são facilmente verificadas.

3.1.2 Classe social

Classe social são divisões relativamente permanentes e homogêneas dentro de uma sociedade nas quais os indivíduos partilham valores, estilos de vida, interesses e comportamentos semelhantes. “A classe social de um indivíduo é determinada em função da renda, grau de instrução, espaço onde vive, modo de se vestir, de falar, preferências, lazer e o que possui” (KOTLER, 2000, p. 183).

3.1.3 Fatores sociais

Segundo Kotler (2008, p. 164) “os grupos de referência de uma pessoa compreende todos os grupos que têm influência direta ou indireta sobre as atitudes ou comportamento da pessoa”. É uma espécie de referencial para avaliar o comportamento do ser humano diante do seu grupo que pode ser família, vizinhança, trabalho e clube, que são chamados de grupos de afinidades. A influência de grupos sobre as pessoas é um dos exemplos mais característicos de poder social na normatização e regulação dos comportamentos. Servem ainda como parâmetro de comparação ou de referência direta ou indireta na formação das atitudes e de comportamento de consumo. Os papéis sociais consistem nas atividades que o ser humano exerce, ou seja, o que ele representa na sociedade e a sua função (status) que segundo Kotler (2000), “... Cada papel carrega um status”.

De todos os grupos a família é o mais influente e importante, e é considerado o grupo de referência primário que proporciona a experiência necessária para que o indivíduo interaja com outros grupos, filtrando os valores éticos e morais.

“As empresas tentam identificar os grupos de referência de seus consumidores-alvos. Entretanto, o nível de influência dos grupos de referência varia entre produtos e marcas”
(KOTLER, 2008, p. 166)

3.1.4 Fatores pessoais

Segundo Kotler (2000, p. 189), os fatores pessoais influenciam o consumidor na sua decisão de compra. “As decisões do comprador também são influenciadas por características pessoais, como, idade e estágio do ciclo de vida, ocupação, circunstâncias econômicas, estilo de vida, personalidade e auto-imagem”.

No Brasil o mel é utilizado basicamente como medicamento, e em Cacoal – RO, essa realidade não é muito diferente, mas em virtude da jovialidade de sua população essa é uma tendência que vem sendo mudada, principalmente pela divulgação e esclarecimentos sobre a importância, qualidades e propriedades do mel como complemento alimentar, além do bem que as abelhas proporcionam a natureza com a polinização.

Isso sem dúvida nenhuma acabará provocando mudança de comportamento das pessoas e conseqüentemente criando novos mercados para o produto.

3.1.5 Fatores psicológicos

Dizem respeito ao conjunto: pensamento, comportamento e sentimento no processo de compra e envolve o estudo da percepção, da aprendizagem, da memória, das atitudes, dos valores, das crenças, da motivação, da personalidade e dos estilos de vida dos consumidores.

O ser humano sempre busca o crescimento psicológico e, conforme os níveis inferiores da hierarquia vão sendo razoavelmente atendidos, a tendência é a de que as necessidades localizadas nos patamares mais elevados sejam disparadas. Caso as necessidades inferiores não sejam atendidas os esforços motivacionais se concentram na redução da tensão localizada no patamar inferior (KOTLER, 2000, p 194).

3.2 Análise das oportunidades do mercado

Para um melhor entendimento, como o próprio nome diz, a análise das oportunidades de mercado consiste em um estudo mais aprofundado do mercado, objetivando conhecer quais são as necessidades ou desejos de onde se quer chegar. Para tanto, esta análise deve estar direcionada para os objetivos da empresa e para as oportunidades que possam caracterizar em um conjunto de vantagens competitivas da organização em relação à concorrência, ou seja, os fatores que sejam configurados como diferencial competitivo da empresa no mercado. Verificou-se existir uma necessidade prévia de conhecer quais os fatores que influenciam ou podem influenciar o acesso da empresa ao mercado.

Segundo Cobra, (1992, p.123), esses fatores são:

• Ambiente interno;
• Ambiente operacional, e
• Macroambiente.

O ambiente interno é composto pelos departamentos de produção, recursos humanos, finanças, compras, contabilidade, marketing e pesquisa e desenvolvimento.

Ambiente externo ou operacional é constituído do meio ambiente demográfico, crescimento populacional, distribuição geográfica da população, ambiente econômico, ciclo de negócios, inflação, crescimento da renda real, mudanças nos hábitos de consumo, clientes, fornecedores, distribuidores, concorrentes, públicos, agentes do crédito, sindicatos e governo.

Macroambiente é composto pelo ambiente físico, tecnológico, político legal e sociocultural.

“As empresas bem-sucedidas têm visões do ambiente interno e externo de seus negócios, reconhecendo que o ambiente de marketing está apresentando constantemente novas oportunidades e ameaças, devendo a organização monitorar e adaptar-se ao ambiente” (KOTLER, 2000, p.158).

A Análise de Mercado apresenta o entendimento do mercado, seus clientes, seus concorrentes e quanto à empresa conhece, em dados e informações onde atua. Esta análise permite ainda se conhecer de perto o ambiente onde o produto/serviço se encontra.

3.3 Concorrência

Assim como a água corre de acordo com o terreno, uma empresa deve modificar seus métodos de atuação de acordo com a concorrência. Portanto, precisa estar atenta ao ambiente externo.

São vários os conceitos de concorrência, foi utilizado neste trabalho o conceito a seguir, que é um resumo extraído de enciclopédias e adotado pelo Projeto Renasce Brasil :

Concorrência: É a disputa entre produtores de um mesmo bem ou serviço com vistas a angariar a maior parcela do mercado possível. As principais variáveis que orientam o jogo mercadológico da concorrência são o preço, a qualidade do produto, a disponibilidade nos pontos de venda e a imagem de que o produto goza junto aos consumidores. Assim, as atividades que dizem respeito diretamente à imagem do produto, como a publicidade e a programação visual, são tão estratégicas quanto à distribuição e o preço.

Para enfrentar a concorrência e obter sucesso nos negócios, é preciso conhecer e fazer uma análise detalhada da mesma, ou seja, identificar quem são os concorrentes, como eles estão atuando, o que estão fazendo e o que podem fazer, quais são as suas estratégias, quais são suas forças motrizes, avaliar as principais forças e fraquezas da concorrência, qual o poder de reação da concorrência. É importante salientar que cada empresa tem suas próprias vantagens competitivas.

3.4 Tomada de decisão,

Decisões são escolhas feitas como resultado do julgamento de alternativas provenientes da análise de situações que oferecem problemas ou oportunidades. Portanto, entender todo esse processo de tomada de decisão e desenvolver as habilidades para reconhecer situações que exigem decisões, diagnosticar o problema suas causas e efeitos, buscar alternativas, avaliar e selecionar a melhor alternativa é de fundamental importância. O processo de tomar decisões tem seu início com o surgimento de um problema ou situação problema, uma oportunidade até a escolha da melhor alternativa.

Para um melhor entendimento do significado de tomada de decisão, Chiavenato (2000, p. 416), conceitua como “processo de análise e escolha entre as alternativas disponíveis de cursos de ação que a pessoa deverá seguir.”

Tomada de decisões é o processo pelo qual são escolhidas algumas ou apenas uma entre muitas alternativas para as ações a serem realizadas.

Não existe uma receita para o sucesso, sobretudo em um ambiente altamente dinâmico onde as condições estão constantemente em transformação. Decisões bem sucedidas no passado talvez não venham surtir o mesmo efeito agora por isso, cada situação exige uma abordagem específica na hora de decidir.

Diante do exposto, pode-se dizer que as decisões são escolhas tomadas com base em propósitos e informações disponíveis, ou seja, são ações orientadas para determinado objetivo e o seu alcance é que irá determinar a eficiência e eficácia do processo de tomada de decisão, a qual poderá ser tomada a partir de probabilidades, de possibilidades e/ou de alternativas que se apresente no dado momento. A tomada de decisão é mais do que uma simples escolha entre alternativas existentes, por isso se faz necessário analisar e prever os efeitos que poderá causar futuramente. Na prática o que se busca alcançar é a melhor alternativa que possa levar ao alcance do objetivo de tal decisão.

Durante todo o processo administrativo (planejar, organizar, dirigir e controlar) somos convocados a tomar decisões. È importante ressaltar que a necessidade de decisões não ocorre somente nos cargos administrativos; em todas as áreas e em todos os níveis hierárquicos as pessoas estão envolvidas com problemas ou dúvidas e precisam agir. Essa ação é oriunda de uma decisão, que pode ter sido tomada em conjunto ou de maneira individual, planejada ou não planejada, com sucesso ou insucesso (BARRETO, 2006, p.94).

O processo de tomada de decisões depende basicamente da quantidade e qualidade de informações internas e externas disponíveis nas organizações. Ter um sistema de informação eficaz e atualizado dentro de uma empresa é ter suporte para que se possam tomar decisões mercadológicas bem sucedidas.

3.5 Avaliação

A avaliação é uma das etapas da tomada de decisão, onde os administradores juntam as informações que embasam a decisão no intuito de verificar se o curso de ação no processo decisório deve ser mantido ou será necessário intervir para alterar.
É uma fase muito importante, pois possibilita verificar se as ações implementadas está proporcionando o alcance dos objetivos e desafios da empresa.

3.6 Desenvolvimento sustentável e sustentabilidade

A constatação de que a degradação do meio ambiente, a destruição da fauna e flora tem provocado mudanças drásticas no mundo, despertou entre os ambientalistas a necessidade de se buscar novas alternativas de desenvolvimento e um consumo mais consciente. Em 1987, a UNCED – Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas apresentou ao mundo o Relatório Brundland chamado Nosso Futuro Comum que registra pela primeira vez o conceito de Desenvolvimento Sustentável - DS, sendo assim definido: “Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades”.

Diante deste conceito podemos dizer que desenvolvimento sustentável é aquele que reconhece que os recursos naturais são finitos e busca alternativas para preservá-los a fim de que possam ser utilizados por gerações futuras, ou seja, a busca pela sustentabilidade.

Segundo Hawken (1994, apud FISHER, e PINHO, p. 103),

Sustentabilidade é um estado econômico no qual as demandas colocadas sobre o meio ambiente pelas pessoas e pelo comércio podem ser atendidas sem reduzir a capacidade do meio ambiente de atender as demandas das gerações futuras. O conceito também pode ser expresso, em termos simples, como a regra de ouro da “economia restauradora”: deixe o mundo melhor do que você encontrou, não tire mais do que você precisa, tente não fazer mal à vida dos ecossistemas – e, se fizer, procure criar formas de compensação.

A Sustentabilidade é condição essencial para a qualidade de vida da sociedade. É alcançada na medida em que as atividades produtivas respeitem a diversidade cultural da região onde estiverem inseridas e sejam economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas.

Apesar dos avanços obtidos, o conceito de Desenvolvimento Sustentável reúne intenso debate em torno de questões ambientais e dos impactos resultantes de atividades econômicas. Portanto, o conceito de desenvolvimento vai além do crescimento econômico, envolve também os aspectos da capacidade empreendedora de promover a inclusão social por meio da geração de renda, por meio da organização das comunidades e do conhecimento que elas constroem, visando impulsionar a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, propõe ainda impulsionar o associativismo e o cooperativismo, contribuir para a melhoria dos indicadores de qualidade de vida. O DS significa atender as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem as suas, ou seja, é aquele que leva à construção de comunidades humanas que buscam atingir um padrão de organização em rede, com características de interdependência, reciclagem, parceria, flexibilidade e diversidade.
O Desenvolvimento Regional Sustentável é muito importante, pois busca catalisar as ações, fomentar, articular e mobilizar os agentes econômicos e sociais, identificando vocações e potencialidades de cada região. Portanto, a cadeia produtiva do mel vai de encontro às premissas do DRS porque através dela é possível se efetivarem negócios sustentáveis.

4. METODOLOGIA

Segundo Galliano (1986, p.6), “método é o conjunto de etapas, ordenadamente dispostas, a serem vencidas na investigação da verdade, no estudo de uma ciência ou para alcançar determinado fim.”

Para a elaboração do TACC, efetuou-se um aprofundamento no estudo e na compreensão do problema apresentado em que a forma de sua abordagem é classificada como qualitativa, pois não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas e o ambiente natural é a fonte direta para a coleta de informações, onde foram utilizados os dados e conhecimentos adquiridos na residência social, cujos métodos utilizados foram: análise de documentos, entrevistas, visitas técnicas, observação simples e observação participante, reuniões diversas, e pesquisas em sites específicos e publicações disponíveis em meio eletrônico.

Além dos conhecimentos empíricos e das informações acima, buscou-se aprofundar o conhecimento teórico para conclusão do TACC, através de pesquisas bibliográficas, leitura analítica e pesquisas em sites especializados em meio eletrônico.

4.1 Pesquisa bibliográfica

Para subsidiar o processo de elaboração deste estudo, buscou-se conhecimento primeiramente em pesquisas bibliográficas a fim de possibilitar descrever a problemática ora levantada, pelo processo indutivo-dedutivo, com análise dialética em virtude da realização da pesquisa de campo.

Segundo Pádua, (2004, p.81) “A Pesquisa bibliográfica é fundamentada nos conheci- mentos de biblioteconomia, documentação e bibliografia; sua finalidade é colocar o pesquisa- dor em contato com o que já se produziu a respeito do seu tema de pesquisa.”
A pesquisa bibliográfica foi essencial para o desenvolvimento deste estudo e teve as seguintes etapas: levantamento de dados, seleção e leitura analítica de bibliografias, reportagens e textos pertinentes ao tema. Foram sintetizadas as informações através da compilação e análise crítica das fontes consultadas.

4.2 Pesquisas: descritiva e exploratória

A pesquisa descritiva segundo Gil (2000, apud Matias, Pereira, 2007, pg. 73), é definida da seguinte forma:

[..] do ponto de vista de seus objetivos visa descrever as características de determinada população ou fenômeno, ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume em geral a forma de levantamento.

Esta pesquisa é descritiva, porque se buscou caracterizar o comportamento dos consumidores do mel, quais suas exigências, bem como práticas administrativas adotadas pela diretoria da ACA com vistas à colocação do mel no mercado.
Entretanto, também é exploratória, pois buscou-e adquirir conhecimento empírico das práticas desenvolvidas pelos produtores de mel ao longo de toda a cadeia produtiva.

4.2.1 Delineamento da pesquisa

Esta pesquisa pode ser classificada como estudo de caso baseado em pesquisa de campo realizada na Residência Social , para identificar quais os entraves e as dificuldades de comercialização e acesso a mercados do mel de Cacoal.

Para identificação dos principais parâmetros do mercado de mel no município de Cacoal-RO, elaborou-se uma análise SWOT (Strong – pontos fortes, Weak – pontos fracos, Opportunities – Oportunidades, Threats – ameaças), como forma de conhecer a real situação desse mercado.

4.2.2 Público-Alvo do estudo

Para mensurar o foco da pesquisa, os dados foram classificados através do processo de censo, realizado com os apicultores associados à ACA.

Para o levantamento dos dados, efetuou-se pesquisa de campo do tipo censo com 30 (trinta) apicultores associados à ACA, usando-se para este, questionário aplicado em forma de entrevista direta, abordando aspectos referentes ao tema e que posteriormente foram tabulados e transformados em relatórios, possibilitando as conclusões relativas à problemática ora levantada neste projeto.

4.2.3 Instrumento de coleta dos dados

A abordagem metodológica que foi utilizada na coleta de dados para a obtenção de informações referentes à problemática ora levantada foi realizada através de pesquisa de campo e posterior compilação dos dados obtidos com o conhecimento teórico para sua fundamentação.

O processo de investigação para obtenção de informações referentes à pesquisa deu-se através de questionários e entrevista semi-estruturada utilizado como forma de coleta de dados dirigida ao público-alvo pré-definido.

A entrevista semi-estruturada, partindo de questionamentos básicos e fundamentados em técnicas e hipóteses condizentes com a pesquisa proposta, foi utilizada como meio complementar da coleta de dados.

4.2.4 Análise dos dados

A análise dados coletados foi realizada a partir das informações colhidas durante a vivência da Residência Social e geraram algumas propostas e alternativas para a solução da problemática como forma de contribuição do projeto de pesquisa.

5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

A atividade da apicultura no município de Cacoal, Estado de Rondônia, teve o seu início na década de oitenta, com a chegada dos primeiros apicultores oriundos de outros Estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. Aos poucos a atividade foi se expandindo e os apicultores sentiram a necessidade de se organizarem e assim melhorarem o processo de comercialização. Nasceu então, em 1995, a Associação Cacoalense de Apicultores (ACA), tendo como objetivo principal promover o desenvolvimento da apicultura no município de Cacoal.

Inicialmente a ACA desempenhava um papel mais de orientadora e disseminadora de assuntos relacionados à criação de abelhas e a produção do mel. Em 2005 ela aderiu a dois grandes projetos de apoio a atividade, o Projeto APIS (Programa de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Mel) conduzido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e o DRS patrocinado pelo Banco do Brasil. A partir daí, o cenário da apicultura no município mudou muito, principalmente pela entrada e o apoio de novos parceiros/atores que passaram a participar da estruturação da cadeia produtiva do mel.

Apesar das melhorias implementadas até então, observou-se que associação ainda não possui uma estrutura administrativa e operacional capaz de absorver e administrar a produção de seus associados para que os mesmos possam colocá-la no mercado de forma padronizada e nas condições exigidas por ele. Sua administração está centrada basicamente em duas pessoas, que são as encarregadas pelas finanças, parte administrativa, comercial e de produção (processamento, envasamento do mel e comercialização do mel). Esta centralização poderá trazer ainda sérios problemas à continuidade das atividades da associação.

Outra dificuldade da associação está relacionada à manutenção de sua estrutura, pois as receitas oriundas das contribuições de seus associados são recebidas anualmente, e são insuficientes para fazer frente as suas despesas fixas mensais, como água, luz e telefone. A ACA possui limitações referentes à comercialização, em função de sua natureza jurídica, a produção dos seus associados não pode ser negociada diretamente por ela, constituindo-se em mais um entrave para a comercialização.

O Projeto do DRS-BB permitiu desenvolver mecanismos de assessoria e consultoria técnica realizadas pelo SEBRAE, elaboração de projetos e assistência técnica via EMATER-RO (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e CEPLAC (Centro de Pesquisa da Lavoura Cacaueira), viabilização de recursos via Banco do Brasil para financiamento e custeio da produção de mel e parceria da Fundação do Banco do Brasil na reforma e aparelhamento da Casa do Mel, onde é processado e embalado o mel produzido pelos associados da ACA.

O envolvimento e participação dos parceiros no projeto, através do Projeto APIS-SEBRAE e DRS-BB, sedimentaram definitivamente a atividade no município e proporcionou aos seus atores (produtores; apicultores) mais uma alternativa de renda para sua propriedade, além de garantir vários benefícios como saúde, educação e transporte.

Em questionário aplicado junto aos associados da ACA, 30 (trinta) produtores constataram-se a evolução de alguns indicadores sociais que demonstraram a importância dos Projetos e o quanto os mesmos influenciaram na qualidade de vida dos apicultores.

Durante a pesquisa certificou-se que as informações fornecidas pela EMATER-RO, escritório Cacoal-RO, sobre a importância da Apicultura no bojo das atividades exploradas pelos produtores, foram confirmadas e comprovou-se que a apicultura é, hoje, a terceira atividade em geração de renda nas propriedades cuja atividade é desenvolvida, perdendo apenas para o Leite e o Café, que são as molas propulsoras da economia local.

Os gráficos 1, 2 e 3 abaixo ilustram o grau de importância da apicultura nas pequenas propriedades do município, bem como a evolução de alguns indicadores sociais após os Projetos APIS-SEBRAE e DRS-BB no município:

Gráfico 1: Renda Familiar Média Por Atividade Explorada – Produtores Aca
Fonte: Dados elaborados pelos autores

O Gráfico 1 acima nos mostra o grau de representatividade e importância que cada atividade apresenta na composição de renda dos Apicultores do município de Cacoal-RO. Dos produtores entrevistados (30 – trinta), 39% dos produtores têm como sua principal atividade o Leite (pecuária leiteira), 25% disseram que é o cultivo do Café, 19% a Apicultura, 14% Outras Atividades Agropecuárias e 3% a Fruticultura.

Como podemos perceber a Apicultura representa a terceira fonte de renda para os produtores associados à ACA.

Gráfico 2: Indicadores Sociais – Pós Apis/Drs
Fonte: Dados elaborados pelos autores

A evolução de alguns indicadores sociais pode ser claramente notada após a implementação dos Projetos DRS/APIS. O Gráfico 2 ilustra muito bem essa evolução, os produtores ao serem questionados sobre o que Melhorou, Piorou ou Não Alterou depois desses projetos, nos quesitos Renda, Saúde, Educação, Técnicas de Manejo e Produtividade assim responderam: No quesito Renda 98% disseram que Melhorou, 2% Piorou, 0% Não Alterou; em Saúde – 72% Melhorou, 2% Piorou e 16% Não Alterou; em Educação – 92% Melhorou, 2% Piorou e 6% Não Alterou; Técnicas de Manejo – 90% Melhorou, 0% Piorou e 10% Não Alterou; Produtividade – 90% Melhorou, 3% Piorou e 7% Não Alterou.

Gráfico 3: Contribuição Da Atividade Para A Melhoria Da Qualidade De Vida
Fonte: Dados elaborados pelos autores

Nessa mesma pesquisa os produtores foram argüidos sobre a qual a contribuição da Apicultura para a melhoria de sua qualidade de vida, nos quesitos Renda, Alimento, Trabalho, Lazer, Conhecimento e Saúde. Conforme podemos observar no Gráfico 3, 32% responderam que foi a Renda, 24% disseram que foram a Alimentação, 16% o Conhecimento, 11% o Lazer, 10% o Trabalho e 7% a Saúde.

Durante entrevista com os parceiros dos projetos ficou evidenciado a falta de uma política ou estratégia de marketing voltada para a comercialização da produção, bem como de uma política voltada à conscientização dos apicultores sobre a importância do associativismo e do cooperativismo para o desenvolvimento de uma atividade sustentável.

5.1 Sistema de produção

A apicultura no município de Cacoal é desenvolvida por meio de unidades familiares, compostas por pequenos agricultores, residentes em pequenas áreas rurais, e em sua maioria trabalham com a apicultura fixa (onde as colméias permanecem na mesma área durante todo o ano). Cada apicultor possui em média 12 caixas/colméias, que produzem anualmente cerca de 300 quilos de mel.

Os apicultores têm na atividade uma fonte alternativa de renda, em virtude da mesma não exigir uma dedicação exclusiva, permitindo que os mesmos desenvolvam outras atividades que não prejudiquem ou interfiram na criação de abelhas.
O modelo de caixa/colméia utilizado para a criação de abelhas é o padrão Langstroth, que são as mais utilizadas mundialmente, pois facilitam o manejo, favorece seu reaproveitamento, possibilita a produção de mel de boa qualidade e a uma perfeita centrifugação dos favos.

Dentro da cadeia produtiva da apicultura em Cacoal são produzidos o mel, a própolis e a cera, sendo que esses dois últimos, considerados produtos secundários, ainda muito pouco explorados, em virtude da falta de estrutura adequada e conhecimentos técnicos.

Figura 1: colméias padrão langstroth

5.2 Produtos

O mel é um produto alimentício produzido pelas abelhas, tendo como matéria-prima o néctar das flores, secreções das partes vivas das plantas ou excreções de insetos sugadores (Ordem Hemíptera: Sub-Ordem Homóptera) que as abelhas coletam, transformam, combinam como suas substâncias próprias (secreções de várias glândulas), armazenam e deixam maturar nos favos da colméia (SEBRAE 2007).

O mel é elaborado acima e ao redor dos favos de cria onde a temperatura varia em torno de 34º C e 35º C, o mel pode ser classificado de acordo com a sua origem em mel floral quando é obtido dos néctares das flores e mel de melato quando é obtido principalmente a partir de secreções das partes vivas das plantas ou de secreções de insetos sugadores (pulgões, cochonilhas e cigarrinhas) de plantas (SEBRAE, 2007).

Figura 2: A produção de mel e o consumo humano

A própolis é uma substância de amplo uso na medicina humana e veterinária, utilizada ainda na elaboração de cosméticos e na conservação de alimentos.

A própolis é uma mistura em proporções variáveis de resinas coletadas pelas abelhas em brotos de flores e exsudadas de plantas, acrescidos de secreções glandulares das abelhas, cera, pólen, processada pelas abelhas no interior da colméia.
Sua cor, sabor, odor, consistência, composição química e a sua atividade biológica dependem das espécies vegetais que lhes deram origem e da época do ano (SEBRAE 2007).


Figura 3: Própolis

As abelhas para construírem seus ninhos, necessitam de cera. Este material que é praticamente insubstituível na construção dos favos, daí a importância da secreção de cera pelo organismo das abelhas.

A cera é um produto secretado por quatro pares de glândulas ceríferas, localizadas na face ventral do 4º, 5º, 6º e 7º segmentos abdominais. Normalmente a cera é secretada pelas abelhas operárias com idade que varia entre 12 e 18 dias (SEBRAE 2007).
 

Figura 4: Cera alveolada

5.3 Mercado brasileiro do mel

O Mercado nacional do Mel possui um grande potencial de crescimento e está em ascensão em todas as regiões do país, mas mesmo assim ainda não é um mercado consistente, devido às oscilações nas exportações, algumas barreiras sanitárias e principalmente pela informalidade existente no mesmo. Os principais países importadores são os EUA, Alemanha, Japão, Inglaterra e França. A mensuração desse crescimento, bem como de outros dados estatísticos da cultura do Mel não são muitos precisos devido à alta informalidade do setor. A tabela abaixo nos mostra a produção anual de mel por região:

PRODUÇÃO DE MEL EM TONELADAS/ANO

Tabela 1: Produção de mel em tonelada (Brasil 2001/2006)
Fonte: IBGE 2007

No Brasil estima-se que a produção anual de mel in-natura chegue a 45 mil toneladas ano, mas devido à informalidade do mercado esse dado não pode ser confirmado, segundo fontes oficiais (IBGE, 2007) o país produziu em 2006 cerca de 37 mil toneladas/ano.

Ao analisarmos os dados da Tabela 1 podemos perceber que a produção nacional, bem como as de todas as regiões, de 2002 para 2003, cresceu cerca 24%, um salto considerável se comparado ao crescimento dos anos anteriores. Isso, segundo o SEBRAE, se explica devido aos maiores exportadores mundiais de mel, China e Argentina, terem suas exportações vetadas por questões de ordem sanitária e processo antidumping movidas pelos Estados Unidos contra a Argentina. Isto beneficiou diretamente as exportações de produtos apícolas do Brasil, que dirigiram sua produção totalmente ao mercado externo, o que ocasionou um grande crescimento do setor apícola nacional. Entretanto, com a volta destes dois países ao mercado internacional, a produção nacional voltou aos mesmos patamares de crescimento anteriores, cerca de 10% ao ano.

Abaixo o Gráfico 4 nos mostra a produção nacional por região geográfica:
 

Gráfico 4: Produção Nacional de Mel
Fonte: IBGE 2007

A figura acima nos mostra a produção de mel no Brasil, por estado e por região, nos últimos 06 anos. Como se pode observar, a Região Sul foi a que mais produziu mel no país, representando 45,37% da produção nacional, em 2006, logo a seguir vem à região Nordeste com 33,44%, o Sudeste aparece com 16,04%, o Centro Oeste com 3,29% e em último a Norte com 1,86%. Deve-se destacar a evolução obtida pelas Regiões Nordeste e Norte, que em 2001 produziram pouco mais de 3.800 e 317,49 ton. E em 2006, produziram 12.102,89 e 673,64 ton., crescimento de 218,46% e 112,18%, respectivamente. Mas mesmo assim, ainda há muito campo para crescimento, principalmente na Região Norte, devido a sua abundância de matas e florestas que abrigam grande quantidade de flores e frutos.

O Mel produzido em Rondônia é basicamente consumido dentro do Estado, não existem grandes compradores ou processadores desse produto o que acaba levando os produtores a venderem a maior parte de sua produção no mercado informal.

Segundo dados do IBGE, o Estado de Rondônia produziu, em 2006, cerca de 130 Toneladas de Mel e o município de Cacoal 8,58 toneladas, mas a ACA contesta esses números do município, uma vez que, segundo ela, somente seus associados, em número 30 (trinta), produzem cerca de 9.000 Kg ano. Decorrente de uma produção média de 25 Kg/ano por caixa/colméia e levando-se em conta que cada produtor dispõe de cerca de 12 caixas/colméias.

Em Cacoal, apesar da existência da ACA, essa realidade não é diferente, a comercialização é feita através da venda direta dos produtores aos consumidores em suas propriedades, diretamente nas residências (porta em porta), em feiras livres e a estabelecimentos comerciais da cidade. Dessa forma podemos dizer que o mercado local é basicamente constituído por consumidores finais.

Não existem estatísticas oficiais sobre volume de vendas de mel no município, dados da Emater local e da própria ACA, indicam que cerca 70% da produção local é comercializada no município.

O convênio com a Prefeitura local, que inseriu o mel na merenda escolar, é muito importante em termos mercadológicos e contribui com 11% dessa comercialização.

O Gráfico 5 abaixo ilustra como esta distribuída a comercializada a produção de mel dos associados da ACA no município de Cacoal-RO.

Gráfico 5: Comercialização da Produção
Fonte: Sebrae/Emater-RO

5.4 Concorrência

Tanto a nível estadual como local não existe uma marca ou um concorrente forte ou que se sobressaia, existem sim, algumas marcas ligadas a algumas cooperativas ou associações de apicultores.

Em amostra levantada junto ao mercado local, onde foram visitados 20 estabelecimentos comerciais na cidade entre farmácias, supermercados, mercearias, hotéis, padarias e feiras livres, identificaram-se os percentuais de participação no mercado de cada marca de mel encontrada nesses estabelecimentos. O Gráfico 6 abaixo nos mostra isso:


Gráfico 6: Marcas de Mel no Comércio Local
Fonte: Dados elaborados pelos autores

Como se pode constatar, através do Gráfico 6 acima, cerca de 80% do mel comercializado ou disponível para comercialização nas prateleiras desses estabelecimentos são envasados pela ACA, que ainda não possui uma marca, 8% Mel Flor da Amazônia – Vilhena, 7% Mel Sítio das Abelhas e 5% outras marcas e ou sem rótulo algum.

5.5 Consumo do mel

Conforme informações do SEBRAE, o consumo do mel no Brasil é um dos mais baixos do mundo. Este baixo índice de consumo se deve, entre outras causas, à falta de uma política estratégica de marketing mais agressiva, para conscientização do consumidor, sobre as propriedades alimentares e medicinais do produto.

Os Quadros 01 a 05 abaixo mostram o consumo médio per capta, do mel, por faixa de salário, e por regiões geográficas do país, no biênio 2002/2003, conforme dados do IBGE.

Quadro 1: Consumo médio domiciliar per capta, e por faixa salarial, anual (Kg)

Região Norte 2002/2003



O Quadro 1, nos mostra que a Região Norte consome em média/ano cerca de 20 gramas de mel por habitante, sendo o maior consumo daqueles que recebem entre R$ 600,00 à R$ 1.000,00 mensal. Essa região é a que apresenta o menor consumo per capta do país.

Quadro 2: Região Nordeste 2002/2003



O Quadro 2 nos mostra o perfil da Região Nordeste, com consumo médio/ano de 35 gramas por habitante, e o seu maior consumo localiza-se na faixa salarial acima R$ 3.000,00 com um consumo de 291 gramas per capta/ano, bem acima as de outras regiões, exceto a da Região Sul que possui faixas com consumo equivalentes ou superiores.

Quadro 3: Região Centro Oeste 2002/2003

A Região Centro Oeste segue o padrão de consumo das demais regiões, exceto da Região Sul, com média de 25 gramas per capta/ano, concentrando um maior consumo na faixa salarial acima de R$ 3.000,00, que fica em torno de 62 gramas per capta.

Quadro 4: Região Sudeste 2002/2003


A região Sudeste se equipara a Região Centro Oeste, em média de 26 gramas per capta/ano e consumo de 61 gramas per capta na faixa salarial acima de R$ 3.000,00.

Quadro 5: Região Sul 2002/2003


 

A Região Sul se diferencia totalmente das demais regiões do país, possui um consumo médio em torno de 253 gramas per capta/ano e concentra seu maior consumo na faixa salarial que vai de R$ 1.001,00 à 1.600,00, que consome cerca de 640 gramas per capta/ano.

Diante dos dados apresentados nos quadros acima, concluímos que o mel é um produto consumido com maior intensidade pelas classes com um maior poder aquisitivo, e que o consumo da Região Sul muito acima da média/Brasil, pode estar ligado à questão cultural, uma vez que a região possui uma predominância de imigrantes europeus mais acostumados e habituados ao consumo do mel como fonte alimentar do que medicinal.

O Gráfico 7 abaixo, ilustra e realça muito bem essas diferenças por regiões e faixa salarial.


Gráfico 7: Produção Nacional de Mel
Fonte: IBGE 2007

Conforme observado nos dados apurados pelo IBGE, acima, o consumo de mel no país ainda é muito baixo, exceto na região Sul, que possui um consumo dez vezes maior que a média das outras regiões do país. Em Cacoal, segundo o SEBRAE e Emater, apesar da apicultura encontrar-se em expansão, o índice de consumo do mel não é diferente das estatísticas nacionais, mesmo com todas as condições favoráveis para a exploração da apicultura encontradas no município, como as floradas múltiplas da Amazônia, responsável pela produção de um mel extremamente puro e a predominância de pequenas propriedades rurais, que são à base da apicultura.

Algumas ações têm sido desenvolvidas para que o produto seja melhor divulgado e conseqüentemente conhecido e consumido pela população local, entre estas ações estão: A Semana do Apicultor, propagandas realizadas pela mídia local e o projeto piloto da Prefeitura Municipal, lançado em outubro de 2007, que enriquece a merenda escolar com o uso de mel de abelhas silvestres fornecidos pela ACA, beneficiando mais de sete mil estudantes de 21 escolas e seis creches da rede municipal que recebem um sache de 10 gramas/aluno, uma vez por semana. É através destas ações e por meio de palestras sobre a importância do mel silvestre, como fonte de alimento e de saúde, que a população vem sendo sensibilizada.

5.6 Perfil do consumidor

Segundo o SEBRAE local, o consumidor de mel de Cacoal possui as mesmas características dos consumidores de outras regiões, a maioria deles prefere comprar o produto diretamente do produtor ou da Casa do Mel por acreditarem que ali encontrarão mel verdadeiramente puro.

Outro fator muito importante, observado, é o preço praticado pelo produto, cerca de R$ 15,00 (quinze reais) o frasco de 1 litro, é alto para o padrão local e até mesmo nacional, o que explica um consumo maior por parte das classes com um padrão de vida mais elevado.

5.7 Canais de distribuição

A comercialização do mel e de outros produtos da colméia é realizada através de:

• Venda direta e informal por parte dos produtores, em sua propriedade, em feiras ou pessoalmente diretamente em residências ou pequenos comércios, em litros, vidros e até em latas e baldes;
• Vendas aos comércios em geral;
• Vendas através da casa do mel;
• Vendas a intermediários.

O intermediário adquire mel em grande quantidade do apicultor para revenda utilizando outra marca.

5.8 Principais entraves à comercialização do mel em Cacoal

Para um melhor entendimento do cenário atual do mercado do mel em Cacoal, fez-se necessário um diagnóstico mais profundo dessa realidade, e para isso foi utilizada a ferramenta Análise Swot que buscou conhecer os pontos fracos e ameaças, bem como os pontos fortes e oportunidades, identificando assim os entraves na comercialização do mel in-natura.

5.9 análise de swot (pontos fortes e oportunidades, pontos fracos e ameaças)

Pontos Fortes

• Condições especiais de clima e flora;
• Necessidade de pouca área para produção;
• Atividade econômica de baixo impacto ambiental;
• Possibilidade de compartilhamento de atividades;
• Estrutura de produção da Casa do Mel (bem equipada).

Oportunidades

• Apoio de entidades especializadas;
• Disponibilidade de crédito;
• Condição de aumento de produção e produtividade;
• Nova Lei Ambiental irá forçar o reflorestamento e a conseqüência é o surgimento de novas florestas e floradas para a abelha.
• Mercado do Mel em franca expansão;

Pontos Fracos

• Pouca procura pelo consumidor;
• Mel adulterado;
• Padrão de qualidade, produtos sem especificação adequada;
• Preço elevado;
• Falta de registros SIM, SIE, SIF;
• Falta de uma política de marketing (posicionamento estratégico);
• Baixa produtividade;
• Falta de incentivo ao apicultor;
• Tecnologias disponíveis;
• Baixo nível de organização. Ameaças
• Falta de hábito de consumo no mercado interno;
• Preço final do produto visto como alto em relação a alimentos;
• Alta informalidade;
• Produtos de baixa qualidade;
• Impossibilidade de comercialização pela associação;
• Concorrência entre os próprios associados (individualismo);
• Capacidade de produção ociosa;
• Deficiência Administrativa (centralização de tarefas).

6. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A ACA é uma associação sem fins lucrativos, composta de pequenos produtores rurais, que tem entre suas atividades a apicultura, como uma das fontes de renda familiar. Sua estrutura administrativa é composta pelo presidente, tesoureiro, secretário, seus respectivos vices, e conselho fiscal.

Observou-se que as decisões macro da Associação são tomadas por um conselho gestor, composto por representantes dos diversos parceiros da ACA, em consonância às premissas do DRS, quando propõe uma gestão compartilha dos empreendimentos. No entanto as decisões de ordem administrativa e operacional são centralizadas. Maximiano (2006), relata que “A responsabilidade primária pelas decisões é das pessoas que ocupam cargos de administradores ou gerentes, mas isso não significa que elas devam tomar todas as decisões”.

Chiavenato, (1993, p. 241) diz que “a descentralização, em si, não é boa ou má, indicável ou contra-indicável”, fatores como tamanho da organização, tipo de negócio, podem determinar o grau de centralização ou descentralização de uma organização.
Conforme citado acima, a centralização das decisões administrativas e operacionais pode trazer sérios transtornos em relação à continuidade das atividades da organização, numa eventual saída desse diretor, uma vez que somente ele possui conhecimento das ações, processos operacionais e administrativos, da organização.

A apicultura é uma atividade que atende aos quesitos da sustentabilidade, pois proporciona melhor qualidade de vida para o apicultor e sua família e melhoria da renda. Como a matéria prima das abelhas é o néctar e o pólen encontrado nas flores das matas nativas ou das árvores frutíferas plantadas pelos apicultores, essas contribuem para o processo de polinização e manutenção da biodiversidade.

Outro aspecto bastante positivo dessa atividade é que a mesma se constitui como uma fonte alternativa de renda, ocupando a terceira posição, em raríssimos casos a segunda, no ranking dentre as mais importantes dos produtores da ACA. Dos produtores entrevistados, 39% têm no leite a atividade mais importante para a geração de renda na propriedade; 25% o café como a segunda; 19% têm no mel, a terceira; 14% outras atividades agrícolas como o arroz, o feijão e milho, a quarta e 4%, a fruticultura como quinta renda. Ficou evidenciado durante esse trabalho, que a apicultura é uma atividade complementar das outras atividades desenvolvidas na propriedade. Ela é importante na polinização das plantas e para quem produz café, esse processo e essencial para uma boa produção, e ainda fornece renda na entre safra do mesmo, agosto a junho. Em relação ao leite, as duas têm ciclos muito parecidos com sazonalidades em determinadas épocas do ano.

Outros dados muito interessantes levantados foram os relacionados a alguns indicadores sociais, como renda, saúde, educação, qualidade de vida, alimento e etc., que segundo os produtores melhoram muito. A maioria afirmou que esses indicadores melhoraram e que qualidade de vida melhorou principalmente em virtude do aumento da renda, disponibilidade maior de alimentos, aumento no nível de emprego e aumento do conhecimento (educação).

Tendo em vista as exigências do mercado, a busca pela sobrevivência, crescimento e permanência no mesmo, é imprescindível que as empresas desenvolvam uma boa estratégia de marketing, e que traga em seu bojo conceito voltados para a sustentabilidade.

Para LAS CASAS, (1991) “... a empresa orientada para o marketing é aquela que procura adaptar-se para proporcionar a satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores”.

Observou-se na visita técnica que a ACA não tem nenhuma estratégia ou política de marketing, que lhe permita alavancar novos negócios, conquistar novos nichos de mercado, bem como proporcionar uma conscientização sobre a importância do fortalecimento de atividades auto-sustentáveis, socialmente justa e ambientalmente correta.

Uma empresa que pretende comercializar mel precisa saber quem é o consumidor em potencial e quais são seus julgamentos a respeito do produto oferecido, tais informações auxiliarão a empresa a tomar decisão e se posicionar no mercado, adequando o produto mel ao que o consumidor pensa e acredita.

A construção do comportamento do ser humano dá-se em função do meio em que vive, ou seja, família, comunidade, região, país, com seus costumes e crenças, idade, renda, estilo de vida, bem como sua reação aos estímulos do dia-a-dia ou no momento de uma compra.

Referente ao mercado, especificamente no que tange a produção de mel no município de Cacoal, pode-se afirmar que possui algumas características próprias. Apesar de se constatar um baixo consumo, praticamente toda produção é vendida no mercado local. Outro aspecto importante é que, mesmo que haja um aumento da procura, os produtores vinculados à ACA não estariam preparados para atender demanda maior, sem que haja um melhor aparelhamento da estrutura de produção, tanto nos aspectos legais, operacionais e de logística.

Quanto à situação legal, exige-se que seja feito grupos de trabalhos específicos para encaminhamento das ações visando à obtenção das licenças municipais, estaduais e federais certificando e habilitando o produto para a comercialização. Isso fará com que seja possível “colocá-lo efetivamente no mercado”. Sobre os aspectos operacionais e de logística, como a ACA é uma associação, e como tal possui limitações relacionadas à organização de produção e comercialização, faz-se necessário também programar ações no sentido de se criar uma cooperativa na qual seriam estruturadas as unidades de produção, de vendas, de logística, etc.

Para Oliveira, a cooperativa é uma forma de associação. Porém, recebe a denominação e tratamento jurídico diferenciado, dado o seu fim econômico, que é vedada à associação, conforme nosso código civil. Complementa ainda que, sobre seu formato de financiamento quanto à constituição e manutenção, as cooperativas possuem objetivo de prestação de serviços econômicos, elas podem cobrar por seus serviços. Já as associações necessitam outras formas de financiamento.

Diante dos levantamentos realizados no comércio local, onde se verifica que 80% do mel comercializado é envasado pela ACA, mesmo sem possuir uma marca registrada, percebemos o grande potencial que este mel tem de conquistar novos mercados. Isso acontecerá certamente, a partir do momento em que os produtores se organizarem em cooperativa, o que facilita a comercialização do produto, registrar a sua marca, possuírem o selo do serviço de inspeção e o selo de certificação que representam a garantia de qualidade aos consumidores e uma exigência das indústrias e supermercados. Estes selos são emitidos pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, responsável pela certificação no SIF – Serviço de Inspeção Federal. Existem também as certificações a nível estadual (Serviço de Inspeção Estadual) e a nível municipal (Serviço de Inspeção Municipal).

Outra questão que podemos considerar é o fato de haver riscos de adulteração do produto, o que pode comprometer a credibilidade caso não haja um programa de controle de qualidade e as licenças legais, itens fundamentais para conquistas de novos consumidores, cada vez mais exigentes. Segundo Kotler (2008, p. 65) “Qualidade é a totalidade de aspectos e características de um produto ou serviço que proporcionam a satisfação das necessidades declaradas e implícitas.”

Conforme os dados apurados pelo IBGE sobre o consumo do mel de abelhas em cada região do Brasil, a região norte é a que apresenta o menor índice de consumo do mel. Em Cacoal observamos durante a RS que esta realidade se repete apesar das condições favoráveis para exploração da apicultura. Embora tenham desenvolvido ações para se divulgar o mel silvestre produzido na cidade, falta ainda uma política de divulgação mais agressiva sobre as propriedades do mel como complemento alimentar e suas propriedades medicinais.

Acredita-se que há potencial para que este consumo aumente não somente em termos local, mas também em todo o estado de Rondônia. Para que isso aconteça, é preciso que a ACA, juntamente com os parceiros do DRS e do APIS, estabeleçam uma estratégia de marketing buscando conquistar novos mercados consumidores ou mesmo firmar novos convênios, similares ao existente com a Prefeitura de Cacoal, com as prefeituras das cidades vizinhas e a rede estadual de educação para que introduzam o mel na merenda escolar e creches, como também fornecer o mel à CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento, para inserir o mel em programas específicos de aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar.

Em relação ao comportamento do consumidor alguns fatores influenciam determinantemente na hora da aquisição do produto. De acordo com KOTLER, (1999, p. 182), “Pessoas, grupos e organizações selecionam, compram, usam e descartam produtos, serviços, idéias ou experiências para satisfazer suas necessidades e seus desejos e sofre influências dos fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos.”

Entre os fatores destacam-se o preço do produto (fator cultural) e o conhecimentopercepção que o consumidor tem sobre o mesmo (fator psicológico). Quanto ao conhecimento falta explorar mais os impactos positivos que a apicultura causa tanto em termos econômicos quanto sociais e ambientais, contribuindo com a preservação dos ecossistemas, gerando emprego e renda, influenciando na melhoria da qualidade de vida e na fixação do homem no campo. Muito se tem falado e feito em relação a desenvolvimento sustentável por vários canais de informações tornando a sociedade mais atenta às questões sociais e ambientais. Considerando que a apicultura é uma atividade eminentemente ecológica, este fator é um valor agregado que tem um apelo comercial que deve ser mais bem trabalhado.

No que se refere ao preço temos duas considerações a tecer: A primeira é que o preço praticado, cerca de R$ 15,00 (quinze reais) o frasco de 1 litro, é alto para os padrões locais e até mesmo nacionais, o que explica um consumo maior por parte das classes com um padrão de vida mais elevado. A segunda, diz respeito à forma com que esse consumidor vê ou enxerga o produto mel, a maioria tem-no como um produto medicinal desconhecendo totalmente suas demais propriedades como complemento alimentar e nutricional, em virtude disso, muitos o acham caro como alimento, mas não como remédio.

No tocante às parcerias, SEBRAE, Prefeitura de Cacoal, EMATER, STR – Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Banco do Brasil têm importância fundamental no Plano de DRS, uma vez que o projeto visa a concertação entre todos os envolvidos. Cada um desempenha papéis específicos e que culminam na manutenção e nas perspectivas de melhoria do projeto. O SEBRAE incluiu a ACA no APISCENTRO , um projeto que envolve além de Cacoal mais outros municípios circunvizinhos. Dentro do APISCENTRO o SEBRAE desenvolve diversas atividades, tais como treinamentos, orientações e consultorias técnicas, promove encontros, etc.. A Prefeitura de Cacoal, além de dar todo o apoio logístico relacionado à doação da sede da ACA, limpeza do local, disponibiliza a estrutura da Secretaria Municipal da Agricultura, recentemente fechou contrato para aquisição de mel para inserir na merenda escolar da rede municipal de ensino, com acompanhamento de nutricionista que orienta as merendeiras e os alunos da importância do mel na alimentação.

A EMATER dá atenção quase que integral no dia a dia dos produtores de mel, prestando assessoria e consultoria técnica, além de encaminhamento de projetos de apoio creditício. O STR desempenha papel fundamental na mobilização dos produtores e na conscientização da importância da união em prol de um objetivo comum. O Banco do Brasil além de direcionar recursos para a cadeia produtiva do mel em Cacoal conseguiu fechar um convênio via Fundação do Banco do Brasil com objetivo de reformar e aparelhar a Casa do Mel bem como a aquisição de equipamentos para a embalagem do mel.

As hipótese levantadas no projeto de TACC que serviram como guia para o desenvolvimento do trabalho foram todas confirmadas, uma vez que a problemática existe e as soluções apresentadas contribuirão para sanar os gargalos existentes na comercialização do mel.

7. CONCLUSÃO

Apesar da Apicultura se apresentar favorável nos cenários mundial e nacional e o mercado de Cacoal ter grandes perspectivas de crescimento, a ACA, vem convivendo com limitações estruturais aliadas às dificuldades de acesso ao mercado.

Os canais para a comercialização da produção ainda são limitados. A venda é feita praticamente nas residências dos produtores, em feiras ou, em alguns casos, é deslocada para a sede da ACA onde existe pouca procura. Com a criação do DRS, a Prefeitura Municipal, uma das parceiras, fechou contrato com a ACA para a compra de 1.000 (um mil) quilos por ano, gerando dessa forma mais uma alternativa de venda do mel. Porém, é consenso entre os produtores que há campo pra crescer e isso pode ocorrer a partir do momento em que seja criada a cooperativa, uma das ações previstas no Plano de DRS, e que a ACA consiga o licenciamento dos órgãos competentes autorizando a comercialização do produto a nível estadual e nacional, o que vai permitir que ocorra a prospecção de compradores de maior envergadura e, conseqüentemente, proporcionará uma situação favorável para que os produtores invistam mais no aumento da produção e na qualidade do mel em Cacoal.

Outro ponto crítico que tem influência direta na comercialização é a estrutura organizacional, que funciona de forma rudimentar. Apesar da assessoria de parceiros importantes como o SEBRAE, desde o manuseio da coleta do mel, o envasamento e o transporte são feitos artesanalmente. Em alguns casos o produto é embalado em potes de vidros reaproveitados de conservas e o transporte é feito de bicicletas ou de carroças de tração animal. A ACA, apesar de possuir boa estrutura relativa a equipamentos apícolas, não dispõe de logística de transportes, controle de qualidade, empregados e planejamento mercadológico. Esses fatores dificultam sobremaneira o fechamento de contratos com mercados maiores e mais exigentes.

Mesmo havendo um comitê gestor, criado a partir da implementação do DRS (Banco do Brasil) e do APIS (SEBRAE), os canais de decisão, relativos à comercialização, são aleatórios, ou seja, cada produtor praticamente decide pra quem, como e onde vender. Isso ficou muito evidente para o grupo por ocasião da Residência Social. Isso se deve ao fato de não haver uma cooperativa que viabilize a comercialização, o que inexoravelmente implica em redução do poder de negociação da ACA. E mesmo quando, eventualmente, surgem propostas de venda em grande quantidade, perceberam-se resistências dos produtores em se unirem para que haja padronização de procedimentos que resultem no atendimento de exigências específicas como melhora da qualidade do produto, preço, prazo de entrega, etc. Isso mostrou que os produtores ainda não estão totalmente integrados com as ações propostas pela associação.

A condução e administração da ACA, apesar de ter uma diretoria constituída, estão centradas basicamente nas mãos de uma ou duas pessoas. Ou seja, há um risco muito grande de haver desgaste do processo de continuidade. É recomendável que se programe ou implemente um trabalho de conscientização para o surgimento de novas lideranças, isso fará com que a entidade líder adquira maior credibilidade e, com eventuais ausências dos atuais dirigentes, a entidade não sofra o risco de extinção.
Em relação ao aspecto de marketing, as ações desenvolvidas ainda são incipientes e desordenadas. As de maiores destaques neste campo se resumem à Semana do Apicultor, ação inserida nos projetos DRS e APIS, na qual há uma ampla cobertura pela imprensa local e estadual e é dada ênfase às qualidades do mel produzido em Cacoal. Contudo, não existe um planejamento, seja a curto ou em longo prazo, relativo ao tema.

O baixo consumo per capta de mel no Brasil (IBGE, 2003), também se constitui num dos obstáculos à comercialização do mel em Cacoal. Há uma visão pré-concebida de que o mel possui propriedades apenas medicinais e ignora-se as características nutricionais, cabendo neste caso, realizar trabalho efetivo de divulgação e conscientização da importância do mel como alimento. Essa preocupação, no caso estudado, já existe por parte dos associados da ACA e dos parceiros do DRS. Uma das ações anuais do Plano de DRS, que tem como um dos responsáveis o Banco do Brasil, é realizar anualmente a Semana do Apicultor, como já citado acima, na qual é elaborada uma agenda de atividades voltadas para a divulgação das propriedades apícolas com ênfase na importância do mel como alimento, com palestras, degustação de alimentos feitos com o mel, divulgação de produtos como sabonetes e aromatizantes de mel, entre outros e é direcionada a vários tipos de consumidores tais como: estudantes, professores, funcionários de empresas públicas e privadas e ao público em geral.

As parcerias se constituem em elementos importantíssimos para a manutenção e melhoria da apicultura em Cacoal. Foram através das parcerias envolvendo o Plano de DRS do Banco do Brasil e o APIS do SEBRAE, além de apoios da EMATER, Prefeitura de Cacoal, CEPLAC e Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que ocorreram melhorias importantes no aspecto de incentivo e capacitação dos produtores, aparelhamento da Casa do Mel, apoio creditício, além de divulgação da produção.
Diante disso, concluímos que a apicultura em Cacoal, apesar dos problemas detalhadamente relacionados no contexto deste trabalho científico, é uma atividade viável que atende ao tripé da sustentabilidade, pois é capaz de promover a inclusão social (socialmente justo), viabilizar a melhoria da qualidade de vida do homem do campo (economicamente viável), sem comprometer o meio ambiente (ecologicamente correto).

A apicultura ao longo dos anos tem sido uma atividade desenvolvida basicamente por pequenos e médios produtores rurais, que viram nesta atividade a possibilidade de melhoria da renda familiar. Constatamos, através da residência social, que esta atividade representa a terceira fonte de renda das atividades agropecuária.

É uma atividade sazonal, não exige dedicação exclusiva, é de fácil manejo e adaptada às condições climáticas de qualquer região. Dado a sua sazonalidade, permite aos apicultores desenvolverem outras atividades sem que isso prejudique a atividade apícola.

Mesmo com os entraves elencados acima, a apicultura em Cacoal, apresenta excelente quadro de evolução, considerando a organização da cadeia produtiva por meio da ACA e o envolvimento dos parceiros do DRS que trabalham focados na superação destes problemas.

Ao iniciarmos a pesquisa, tínhamos em mente apontar sugestões e soluções definitivas a respeito do assunto – Acesso a Mercados, mas com o desenrolar da pesquisa percebemos e sentimos as dificuldades encontradas pela associação em seu dia-a-dia. A complexidade de um projeto de Desenvolvimento Sustentável demanda o envolvimento de todos os parceiros e atores, bem como um processo de Concertação bem trabalhado, articulado e discutido entre os mesmos.

Percebeu-se que algumas decisões sobre política de marketing, a natureza jurídica da associação e outras de cunho administrativo é uma carência a ser superada, mas também, muito longe da percepção e do conhecimento da maioria dos apicultores do projeto.

Todas essas impressões e dificuldades identificadas durante esse trabalho foram catalogadas em um relatório, e a título de sugestões, será entregue a ACA, para que possa implementá-las caso julgue importantes e necessárias, o qual consta em anexo a essa pesquisa.

Em face do exposto fez-se necessário deixar registrado, também, a grande dificuldade e limitação da referida pesquisa, principalmente no tocante a quase inexistência de literatura técnica-acadêmica a respeito do assunto apicultura, o tempo e a conciliação entre a pesquisa e o trabalho, principalmente na Residência Social.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AFFONSO Neto, Annibal. Gestão de Marketing. Brasília: Universidade Corporativa Banco do Brasil, 2007.

BARTHOLO Jr., Roberto S.; BURSZTYN, Marcel - Amazônia sustentável : uma estratégia de desenvolvimento para Rondônia 2020, Brasília : Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, 1999.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 6. Ed. Rio de janeiro: Campus, 2000.

________ Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 4. Ed. São Paulo: Makron, 1993.


COBRA, Marcos. Administração de Marketing. 2. d. São Paulo: Atlas, 1992.

________Administração de Marketing – Análise, Planejamento, Implementação e Controle. 5. d. São Paulo: Atlas, 2008.

________Administração de Marketing. 10. d. São Paulo: Atlas, 2000.

CUNHA, Sandra Batista da. GUERRA, Antonio José Teixeira. A Questão Ambiental: Diferentes Abordagens. 1.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.

FARIA, Albino Nogueira de. Introdução à Administração: incluindo os novos caminhos da administração. 2.ed. Rio de Janeiro: Rio Fundo, 1994.

FISHER, Tania; PINHO, Jose Antonio Gomes de – Desenvolvimento Territorial – Organizações e Gestão: Brasilia : Universidade Corporativa Banco do Brasil, 2007.

GALLIANO, Guilherme. O Método Científico – Teoria e Prática. São Paulo: Harbra, 1986.

GUIMARÃES, R.P. O Desenvolvimento Sustentável: proposta alternativa ou retórica neoliberal? Conferência de abertura do Simpósio Internacional O Desafio do desenvolvimento Sustentável: A Geopolítica. Rio de Janeiro: UFRJ, 1995.

KOTTLER, Philip. Administração de Marketing. 10. Ed. São Paulo: Atlas, 2000.

________ Administração de Marketing-Análise Planejamento Implementação e Controle. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 2008.

LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing – conceitos exercícios casos. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 1991:

LIMA, Sirlei Aparecida Milano. A Apicultura com Alternativa Social, Economica e Ambiental para a XI Mesorregião do Noroeste do Paraná. 2005. 87 p. Dissertação Universidade Federal do Paraná, Paraná. Atlas, 1991.

MATIAS PEREIRA, José. Metodologia da Pesquisa. .Brasília: Universidade Corporativa Banco do Brasil, 2007.

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração. Ed. Compacta.São Paulo: Atlas, 2006.

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Planejamento Estratégico – Conceito, Metodologias e Práticas. 19 ed. São Paulo: Atlas, 2003.

OLIVEIRA, Sérgio Ricardo Góes, Formas de Intervenção Social, Territorial Transversalidade e cadeia de valor. In: GOHN, Maria da Gloria Marcondes, et all. Gestão do Desenvolvimento e Cultura. Brasília, 2008. Cap.4, p. 71 a 93.

PÁDUA, Elisabete Matallo Marchesinide. Metodologia da Pesquisa - Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. 10. ed., Porto Alegre, Sulina, 1982.

ROCHA, Luiz. Organização e Método – Uma abordagem prática. 4. d. São Paulo Atlas, 1985.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE).
SOUZA, Darcet Costa- Org. Apicultura – Manual do Agente de Desenvolvimento Rural. 2 d. Brasília: SEBRAE, 2007.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE).
Desafios da apicultura Brasileira - Revista SEBRAE Agronegócios nº 3 – maio de 2006. Brasília, 2006. 61 p.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICROS E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE).
Informações de mercado sobre mel e derivados da colméia – série mercado. Brasília - 2007. 243 p.

IBGE, Produção de origem Animal por tipo de produto – Pecuária – Mel de Abelhas 2001/2006 - http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl.asp?z=t&o=21&i=P acesso em 14/08/2008.

IBGE, POF – Pesquisa de Orçamentos Familiares Aquisição Alimentar Domiciliar 2002/2003 http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2002analise/default.shtm acesso em 14/08/2008.

ANEXO 1- QUESTIONÁRIO DO APICULTOR

MBA – MASTER BUSINES ADMINISTRATION
DRS – DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL
RESIDÊNCIA SOCIAL

QUESTIONÁRIO

Nome do apicultor:
Município em que reside:
Endereço:
Quantas pessoas compõem a família?
Grau de instrução que possui:

01. Quais atividades são desenvolvidas na propriedade?

( ) Piscicultura ( ) Sericicultura ( ) Cana-de-açúcar
( ) Cafeicultura ( ) Fruticultura ( ) Plantio de mandioca
( ) Pecuária ( ) Aves de corte e postura ( ) Sojicultura
( ) Trigo ( ) Apicultura ( ) Outros __________

02. Renda média anual total da família:

Fonte Valor (R$) Fonte Valor (R$)
( ) Piscicultura ____________ ( ) Sericicultura ____________
( ) Cana-de-açúcar ____________ ( ) Cafeicultura ____________
( ) Fruticultura ____________ ( ) Plantio de Mandioca ____________
( ) Pecuária ____________ ( ) Aves de corte e postura ____________
( ) Sojicultura ____________ ( ) Apicultura ____________
( ) Trigo ____________ ( ) Outros ____________

03. Quantas colméias existem em cada apiário:

( ) entre 5 a 10 ( ) entre 20 a 50 ( ) mais de 100
( ) entre 10 e 20 ( ) entre 50 a 100

04. Área total da propriedade:

( ) até 5 h ( ) entre 20 a 50 h ( ) entre 5 a 10 h
( ) entre 50 a 100 h ( ) entre 10 e 20 h ( ) mais de 100 h

05. Se a propriedade enfrenta dificuldades para manutenção de um apiário, diga porque:

a) Problemas econômicos (falta de dinheiro);
b) Problemas de assistência técnica (apoio municipal);
c) Falta de um programa de desenvolvimento apícola;
d) Outro

06. De modo geral, qual o período que o produtor mais se dedica a produção do mel:

07. Número total de pessoas da família que trabalham na atividade apícola:
( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( ) mais de seis

08. Quem presta assistência técnica para as demais atividades?
( ) EMATER ( ) Associação ( ) Nenhum órgão ( ) Outros

09. Há quanto recebe assistência técnica?
( ) 1ano ( ) 2 anos ( ) 3 anos ( ) 4 anos ( ) 5 anos
( ) 6 anos ( ) mais de seis

10. O que acha da assistência técnica que recebe:
( ) Ótima ( ) Satisfatória ( ) Regular ( ) Insuficiente

11. Como comercializa o Mel produzido na propriedade?
( ) Através da ACA ( ) Comércio Local ( ) Feiras Livres ( ) Na Propriedade
( ) Outros

12. Qual a importância da Associação para a apicultura de Cacoal?

13. Quanto de sua produção é comercializado via Associação?

14. Você acha que a apicultura oferece condições para a subsistência de sua família?
( ) Sim ( ) Não
Por que?

15. Em que a apicultura contribui para a qualidade de vida de sua família?
( ) Renda ( ) Alimento ( ) Lazer
( ) Trabalho ( ) Conhecimento ( ) Outros

16. Quanto a apicultura representada em suas atividades da propriedade?

17. Qual sua renda mensal auferida com a apicultura?

18. Em sua opinião a Apicultura é viável?

19. Quais as melhorias obtidas com a entrada do DRS-BB no apoio à atividade?

20. O que o senhor entende por cooperativismo e associativismo?

21. O senhor já fez algum curso sobre apicultura?
( ) Sim, Quantas vezes? ( ) Não, porque: ( ) Pretende fazer

22. Em sua opinião qual a importância dos parceiros para o desenvolvimento da atividade?

23. Existe possibilidades de aumento da produção?

24. Você considera a proteção do meio ambiente necessária para o futuro?
( ) Sim ( ) Não

Por que?

25. Você acredita que a proteção da natureza seja compatível com o desenvolvimento?
( ) Sim ( ) Não
Por que?

ANEXO 2- QUESTIONÁRIO DOS PARCEIROS

MBA – MASTER BUSINES ADMINISTRATION
DRS – DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL
RESIDÊNCIA SOCIAL

QUESTIONÁRIO

PARCEIRO/ENTIDADE :
RESPONSÁVEL:
ENDEREÇO:

01) Qual é o cenário do Mercado do Mel no Brasil, Estado e Município?

02) Quais eram as perspectivas de mercado antes da implementação do projeto?

03) Quais são as atuais?

04) Como vem ocorrendo o processo de comercialização e escoamento da produção?

05) Qual o grau de conhecimento/conscientização do produtor em relação a atividade desenvolvida?

06) Quais os treinamentos foram desenvolvidos e como eles estão sendo aplicados?

07) Quais as principais decisões sobre o acesso do produto no mercado e quem são os responsáveis por elas?

08) Essas decisões se mostraram eficazes para o desenvolvimento do projeto?

09) Qual o grau de envolvimento dos parceiros nessas decisões?

10) Quais os principais entraves/gargalos encontrados ou existentes na inserção do produto no mercado?

11) Quais as decisões mercadológicas (marketing) foram tomadas em relação ao acesso a mercados?

12) Qual a importância do Plano DRS nas tomadas de decisões de acesso a mercados?

13) Quais os Pontos Fortes e Fracos do mercado do mel?

14) Quais as oportunidades e ameaças para esse mercado?

15) Existem novos mercados a serem explorados?

16) Quais as estratégias podem ser utilizadas para conquista desses novos mercados?

17) Quais os principais concorrentes nesse mercado?

18) Quais os principais compradores?

19) Existe um plano de contingência em relação as decisões equivocadas ou ineficientes ao acesso a mercados?

20) Existe alguma estratégia de marketing para apoiar as decisões de acesso a mercado?

21) No que o DRS e o Banco do Brasil auxiliou ou auxilia as tomadas de decisões de acesso a mercado/comercialização?

ANEXO 3 – PESQUISA SOBRE AS MARCAS DE MEL COMERCIALIZADAS EM CACOAL

MBA – MASTER BUSINES ADMINISTRATION
DRS – DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL
RESIDÊNCIA SOCIAL

PESQUISA ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS

NOME :
RAMO DE ATIVIDADE:
PROPRIETÁRIO/GERENTE:
ENDEREÇO:

01. O Senhor(a) comercializa Mel de abelhas?
( ) Sim ( ) Não

02. De quem vocês adquirem esse Mel?
( ) Empresas ( ) Associações ( ) Cooperativas ( ) Produtor

03. Qual(ais) as marcas de Mel comercializadas por vocês?

04. Vocês conhecem a ACA – Associação Cacoalense de Apicultura?
( ) Sim ( ) Não

05. Qual tipo de embalagem é melhor comercializada?
( ) Vidro ( ) Frasco Plástico 500 ml ( ) Litro in natura

06. O Mel local é mais valorizado pelo consumidor local?
( ) Sim ( ) Não Porque?

ANEXO 4 - CONTRIBUIÇÕES E SUGESTÕES À ACA

As restrições econômicas impostas aos produtores com áreas dentro do Bioma Amazônia abrem um campo muito propício e fértil para a exploração dessa atividade considerada ambientalmente correta.

Após a realização dos créditos acadêmicos do curso, com a experiência da RS e do TACC, com intuito de colaborar com a ACA e com a atividade apícola do município de Cacoal-RO, foram tecidos alguns comentários que poderão servir de orientação/sugestão não só a ACA como também a todos os parceiros e atores envolvidos nos projetos DRS-BB e APIS-SEBRAE, para que os mesmos tenham a maior logenvidade possível, e possam dessa maneira contribuir para a expansão da atividade no município, bem como gerar aumento de emprego e renda a aqueles que a explorem.

Ficou claro e bastante evidente durante a realização deste trabalho, principalmente na Residência Social, que a ACA apresenta limitações comerciais em virtude de sua natureza jurídica, pois as associações não possuem autonomia para comercialização da produção. Isto é um ponto a ser corrigido imediatamente sob pena dos projetos Apis-SEBRAE e DRS-BB não conseguirem atingir os seus objetivos. Sugerimos então a criação de uma cooperativa que lhe permitirá comercializar toda a produção de seus associados bem como distribuir os lucros oriundos dessa, a todos seus filiados.

Outra necessidade percebida, talvez a mais importante delas, é a falta de consciência a respeito da importância do associativismo e do cooperativismo por parte dos produtores/apicultores. Isso não quer dizer que os projetos Apis/DRS não o tenham explorado, mas sem dúvida nenhuma é um ponto que apresentou deficiência. Os associados/cooperados devem ter plena consciência que quando reunidos, fica mais fácil superar desafios e dificuldades, bem como gerar benefícios aos seus.
Há necessidade de se buscar novas afiliações, considerando que o número de apicultores associados à ACA atualmente 30 (trinta), é insuficiente para custear as despesas correntes da mesma. Salientamos ainda que o aumento do número de associados proporcione um aumento de produção, diminuindo assim, a ociosidade de seu parque industrial.

Desenvolver capacitação gerencial para instruir o apicultor quanto à gestão do seu negócio, bem como capacitá-lo para auxiliar a administração da Associação, melhorando assim a atual estrutura administrativa, evitando-se o acumulo de funções, e possibilitando a continuidade das atividades num eventual impedimento do atual gestor.

Melhor explorar o potencial apícola da região bem como diversificar a produção, pois dentro da cadeia produtiva da apicultura podem ser produzidos o mel, pólen, própolis e cera. O mel e o pólen além de serem alimentos de alto valor nutritivos têm funções medicinais e cosméticas; a própolis, além da função medicinal, serve como material de construção, impermeabilizante, desinfetante e bactericida; a cera é aplicada na produção de velas, serve de base para certos remédios, destrói o deposito de nicotina dos fumantes e é utilizada na indústria farmacêutica em pomadas e emplastos e na indústria cosmética para cremes e máscaras. Atualmente os apicultores comercializam apenas o mel quando poderiam explorar os demais produtos da cadeia para gerar mais emprego e aumentar a renda familiar

Desenvolver estruturas e treinamento para apuração do custo real de produção, melhorar a produtividade bem como a qualidade dos produtos. Qualquer atividade econômica só pode sobreviver e prosperar em longo prazo, quando se conhece o custo de seu produto e os fatores que o determinam. Na apicultura, assim como nas demais atividades agropecuárias é praticamente a produtividade que determina o custo de produção, por isso, os apicultores devem receber orientações técnicas de como monitorar a produtividade para apurar o custo real da produção, o que vai determinar a lucratividade e a competitividade do negocio.

Direcionar toda a produção para a Casa do Mel para processamento e padronização, por ser o ambiente adequado para a extração e preparação básica do mel para a comercialização. A existência de um local adequado ao trabalho com o mel é imprescindível para a obtenção de um produto de qualidade.

Pelo que podem ser observadas, as parcerias desempenham importante papel no projeto, porém, pensando em longo prazo e a título de sugestão, haveria necessidade de maior participação nas ações por parte dos parceiros já existentes e a inclusão de outros parceiros visando a ampliação do campo de ação e a busca de incentivos fiscais, licenciamentos necessários para a comercialização e fechamento de novos contratos ou convênios com entes públicos como o Estado e órgãos federais para a utilização do mel na merenda escolar.

Criação de uma marca para o produto. A preocupação com a identidade visual, para qualquer estabelecimento, deve ser incorporada com a máxima seriedade. A construção de uma marca não é tarefa fácil, mas constitui uma das peças fundamentais para o sucesso de qualquer negócio. A identidade visual deve ser tratada não só como personalização da imagem, mas também como ferramenta de um processo mercadológico, altamente competitivo e bastante saturado de informações visuais, além de explorar melhor o aspecto da sustentabilidade.

O Ministério da Agricultura, ao elaborar o novo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) - documento que estabelece normas que regulam, em todo o território nacional, a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal - está exigindo que toda casa de mel seja registrada ou relacionada no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/MAPA) para que possa participar até mesmo do mercado interno.

A obtenção das certificações legais (SIM, SIE e SIF) também representa muito para o setor apícola e são ferramentas imprescindíveis para a busca de novos mercados. É importante que os apicultores de Cacoal busquem novas alternativas de comercialização do mel, bem como se conscientizem da necessidade de possuírem produtos que estejam adequados às exigências do mercado, seja ele interno ou externo.

Elaboração de Planejamento Estratégico que englobe informações dentro dos conceitos de Marketing e Estratégia de Marketing, Administração de Marketing Orientado para o Mercado, análise das oportunidades de mercado, comportamento do consumidor, concorrência, tomada de decisão e avaliação através da elaboração de um relatório com informações que poderão subsidiar a Associação sobre estratégias de comercialização e marketing, bem como munir a equipe do DRS de dados para fortalecer as parcerias da cadeia produtiva desenvolvida.

O Planejamento Estratégico possibilita estabelecer um objetivo e um rumo a ser seguido como também definir quais processos a serem melhorados, tendo em vista alcançar resultados satisfatórios, para que a empresa seja eficiente e eficaz.

Além disso, como o produto possui um apelo social em razão de a sua origem ser de um projeto que obedece aos princípios da sustentabilidade, deve ser mais explorado comercialmente, podendo fechar contratos com grandes empresas que também estão preocupadas com os aspectos sociais e ambientais e que podem com isso ser reconhecidas como empresa que valorizam os produtos oriundos de projetos que atendem ao tripé da sustentabilidade.

O trabalho acima, não esgota o assunto, pelo contrário, alguns pontos importantes ficaram em aberto, dado a complexidade da atividade, tais como: Caracterização de sua cadeia produtiva, qual o grau de sustentabilidade da atividade, geração de emprego e renda e seus aspectos sociais, culturais e ambientais, crédito importância dele para atividade.

A título de sugestão, relacionamos alguns pontos importantes concluídos por meio do estudo, que são colocados à disposição dos dirigentes da ACA:


a) Criação de uma cooperativa dos apicultores visando melhorar e agilizar a gestão, produção, distribuição e a comercialização da produção;

b) Desenvolver, através das parcerias do DRS BB e do Projeto APIS SEBRAE, programação de cursos e treinamentos para os produtores associados objetivando a conscientização quanto ao associativismo e cooperativismo, além de treinamentos específicos da atividade;

c) Elaborar planejamento de expansão do número de associados/cooperados visando aumento da produção, maior distribuição de custos fixos e melhor aproveitamento da estrutura;

d) Elaborar planejamento visando à exploração de outros produtos derivados da apicultura, tais como: própolis, cera, geléia real;

e) Desenvolver estruturas e treinamento para apuração do custo real de produção, melhorar a produtividade bem como a qualidade dos produtos. Direcionar toda a produção para a ACA para processamento e padronização;

f) Elaboração de Planejamento Estratégico que englobe informações dentro dos conceitos de Marketing e Estratégia de Marketing, Administração de Marketing Orientado para o Mercado, análise das oportunidades de mercado, comportamento do consumidor, concorrência, tomada de decisão e avaliação através da elaboração de um relatório com informações para subsidiar a ACA sobre estratégias de comercialização e marketing, bem como munir a equipe do DRS BB de dados para fortalecer as parcerias da cadeia produtiva desenvolvida e expansão das vendas e conquistas de novos mercados.


Publicado por: ELENISI MATURANA DA SILVA

PUBLICIDADE
  • SIGA O BRASIL ESCOLA
Monografias Brasil Escola